“SINAL FECHADO”: José Bezerra de Araújo Júnior e o ex-deputado estadual Carlos Augusto de Rosado negam participação nos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro

Imagem relacionada JOSÉ BEZERRA DE ARAÚJO JÚNIOR, O “XIMBICA”, JUNTAMENTE COM O .... Resultado de imagem para José Bezerra de Araújo Júnior, o “Ximbica”, e o ex-deputado estadual Carlos Augusto de Souza Rosado EX-DEPUTADO ESTADUAL CARLOS AUGUSTO ROSADO FORAM OUVIDOS PELO JUIZ FEDERAL WALTER NUNES Réus no desdobramento da ação penal originária da “Operação Sinal Fechado”, deflagrada em 2011 para apurar denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro na contratação de inspeção veicular ambiental pelo governo estadual em 2010, o agropecuarista José Bezerra de Araújo Júnior, o “Ximbica”, e o ex-deputado estadual Carlos Augusto de Souza Rosado negaram participação nos crimes diante do  juiz federal Walter Nunes da Silva Júnior, durante audiência de instrução e julgamento realizada na 2ª Vara da Justiça Federal em Natal. Os depoimentos foram na terça-feira (30). Em delação premiada do réu George Anderson Olímpio da Silveira, o ex-deputado Carlos Augusto é acusado de ter recebido propina no valor de R$ 86.365,00  a fim de assegurar a contratação do Consórcio Inspar e o Estado, enquanto José Bezerra Júnior, que foi suplente de senador e chegou a assumir o mandato, é acusado de ter emprestado R$ 300 mil a George Olímpio numa intermediação como parte do pagamento de propina, no valor de R$ 1 milhão, ao ex-senador José Agripino durante a campanha eleitoral de 2010. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), para quitar o empréstimo de R$ 300 mil usado como parte da propina paga por George Olímpio, foram estipulados juros de 3% ao mês, enquanto o valor principal seria pago a partir do momento em  que contrato com a Inspar, firmado ainda no governo do falecido Iberê Ferreira, que tentava a reeleição em 2010,  entrasse em  vigor em janeiro do ano seguinte, quando assumiu o governo a atual prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini. O ex-deputado Carlos Augusto Rosado negou ter se reunido com George Olímpio para tratar da manutenção do contrato com a Inspar, afirmando que teve um “encontro quase fortuito” com Olímpio na residência do ex-senador José Agripino, depois das eleições de 2010. Em nenhum momento, Carlos Augusto Rosado admitiu, conforme depoimento de George Olímpio, que a reunião dos três atendesse um pedido do controlador da Inspar. “Conversamos amenidades”, chegou a dizer o ex-deputado negando que a reunião entre eles tinha como finalidade a manutenção do  contrato de inspeção veicular. Carlos Augusto disse que em  janeiro de 2011, a assessoria jurídica do então governo examinou o contrato com a Inspar, que era três vezes superior ao custo de contratos ocorridos em São Paulo e na Paraíba. Segundo ele, era um contrato “leonino”, a ponto de que o Detran não tinha nenhuma participação financeira e que para ser ativado, a autarquia precisaria contratar pelo menos 100 funcionários. “Eu pensava que ainda ia haver concorrência', chegou a dizer Carlos Augusto, a respeito do encontro que ele teve com Olímpio e Agripino, mas negando que tivesse recebido propina: “Ele pode ter dado contribuição à campanha, mas não no meu orçamento político, a nossa conversa de travo quando a minha candidata já estava eleita governadora do Estado”. Já o agropecuarista José Bezerra Júnior reafirmou, logo de início ao  juiz federal Walter Nunes, que “peremptoriamente que jamais fez negociação com George Olímpio de qualquer espécie”. José B. Júnior afirmou que “não trata desse tipo de negócio com George Olímpio”, contra quem já tinha informações,  inclusive de familiares próximos a ele, quanto as suas qualificações, como não lembra desse encontro na Casa de Agripino para tratar das questões contidas nos autos. Com relação aos R$ 300 mil que teria sido emprestado para Olímpio honrar os compromissos assumidos com Agripino, o “Ximbica” disse que a movimentação do dinheiro era fruto de negócios de suas empresas e que os saques ocorridos em sua conta, principalmente em setembro de 2010, era para evitar que o dinheiro ficasse preso por conta de uma greve bancária, anunciada na imprensa, que terminou se confirmando, por mais de duas semanas. Contra os envolvidos que possuem foro por prerrogativa de função (o senador José Agripino Maia e a ex-governadora e atual prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini), a denúncia foi feita pela Procuradoria-Geral da República - por corrupção passiva e lavagem de dinheiro – e está sob análise da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que vai decidir se a acata ou não.
FONTE: TRIBUNA DO NORTE

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