IRONIA

PT ironiza: EUA detêm Ramagem após perda de passaporte diplomático

Alexandre Ramagem, deputado cassado, alvo de prisão nos EUA.
Alexandre Ramagem durante evento público.

Detido em 13 de abril, ex-deputado federal teve passaporte diplomático cassado em dez/2025. Extradição já havia sido solicitada pelo Brasil.

Em 13 de abril, o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos deteve Alexandre Ramagem, ex-deputado federal cassado, em Orlando, Flórida. A prisão, motivada por questões migratórias após a perda de seu passaporte diplomático em dezembro de 2025, gerou uma forte reação irônica do Partido dos Trabalhadores (PT), que sublinhou a contradição entre as críticas de Ramagem à justiça brasileira e sua detenção no país que ele frequentemente citava como exemplo de democracia.

A situação de Ramagem, que foi levado a um centro de detenção, repercute no cenário político brasileiro. Éden Valadares, secretário de comunicação da legenda do presidente Lula, expressou a posição do partido à coluna, pontuando a ironia dos fatos: "Ramagem fugiu da Justiça Brasileira, que ele chamava de ditadura, para ser preso pela Polícia norte-americana, que ele chamava de democracia", afirmou Valadares, destacando o impacto da decisão na imagem pública do ex-parlamentar e a percepção social da Justiça.

A detenção nos EUA ocorre na sequência de eventos que culminaram na cassação do mandato de deputado federal de Ramagem pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2025. Com a cassação, o passaporte diplomático de Ramagem foi revogado, deixando-o sem o documento essencial para sua permanência legal no território americano.

Em 30 de dezembro de 2025, ainda antes da detenção, o Ministério da Justiça do Brasil já havia formalizado o pedido de extradição de Alexandre Ramagem, enviando a documentação para a Embaixada do Brasil em Washington, que por sua vez encaminhou o processo ao Departamento de Estado dos EUA. Esta formalização indica que a situação legal de Ramagem no exterior já era complexa antes de sua prisão.

A trajetória de Ramagem inclui um episódio marcante em 2020, quando o então presidente Jair Bolsonaro tentou nomeá-lo como diretor-geral da Polícia Federal. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação poucas horas antes da cerimônia de posse. A decisão atendeu a um pedido do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e considerou declarações do então ministro da Justiça, Sergio Moro, que alegou que Bolsonaro buscava interferir na PF para proteger o filho Flávio de investigações. Esse histórico adiciona camadas de complexidade à atual situação jurídica e política de Alexandre Ramagem.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário