CRIME ORGANIZADO
Morte de Niño Guerrero envia mensagem clara à América Latina, dizem EUA
Líder do Tren de Aragua foi morto em operação coordenada pelos EUA e Venezuela. Governo Trump reafirma combate a narcoterroristas no hemisfério.
A morte de Niño Guerrero, líder da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua, foi anunciada nesta sexta-feira (12) e já envia uma mensagem clara para toda a América Latina sobre o compromisso do governo do presidente Donald Trump no combate ao narcotráfico. A informação foi confirmada pelo Pentágono neste sábado, 13/06/2026, destacando a neutralização do chefe criminoso durante confrontos com grupos armados em operação militar americana em coordenação com autoridades venezuelanas.
Patrick Weaver, subchefe de gabinete do secretário de Defesa Pete Hegseth, declarou no X: "A morte de Niño Guerrero envia uma mensagem clara à América Latina: não há refúgio para narcoterroristas em nosso hemisfério. O Departamento de Guerra e a Coalizão Anticartel das Américas (A3C) continuarão cumprindo a promessa do presidente Trump". Trump, por sua vez, detalhou na sexta-feira nas redes sociais que o Comando Sul dos Estados Unidos executou um ataque "rápido e letal" contra o líder do Tren de Aragua, divulgando um vídeo com a ação.
O Tren de Aragua, fundado na Venezuela e agora designado como organização terrorista pelos EUA, expandiu suas atividades para Colômbia, Peru, Chile e Brasil, com forte atuação em Roraima. Segundo autoridades brasileiras e pesquisadores, a facção é responsável por tráfico de drogas e armas, exploração sexual, transporte ilegal de migrantes, extorsão e garimpo ilegal. O grupo é frequentemente associado por Trump e seu governo ao aumento da violência e do tráfico de drogas nos Estados Unidos.
Nascido em Maracay em 1983, Héctor Niño Guerrero iniciou sua trajetória no crime no início dos anos 2000. Após fugir de presídios e ser recapturado diversas vezes, foi formalmente condenado em fevereiro de 2018 a 17 anos de prisão. Mesmo detido, ele liderou a expansão do Tren de Aragua, transformando a prisão de Tocorón em um centro de comando com luxos, incluindo piscina, boate e cassino, além de contar com um zoológico. Em 2023, uma megaoperação venezuelana no presídio revelou arsenais e túneis, mas Guerrero conseguiu escapar.
Em dezembro de 2025, o governo de Donald Trump acusou formalmente Guerrero em um tribunal federal de Manhattan por conspiração para extorsão, terrorismo, importação de drogas e crimes com armas de fogo. O Departamento de Justiça dos EUA oferecia recompensa por sua captura, e ele figurava no mesmo processo federal em Nova York que envolve o líder venezuelano Nicolás Maduro e outros membros de seu governo.
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