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Morre Ramiro Valdés, herói da Revolução Cubana e ex-vice-presidente, aos 94 anos

Foto de Ramiro Valdés, figura histórica da Revolução Cubana.
Ramiro Valdés, considerado herói da Revolução Cubana, em foto recente.

Ramiro Valdés, um dos pioneiros da Revolução Cubana e figura chave por décadas, faleceu aos 94 anos. O presidente Miguel Díaz-Canel lamentou a perda, definindo-o como um "pai".

Morreu Ramiro Valdés, figura emblemática da Revolução Cubana e ex-vice-presidente, aos 94 anos. A notícia foi divulgada nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, pelo presidente cubano Miguel Díaz-Canel, que expressou profundo pesar pela perda em suas redes sociais, descrevendo Valdés como uma figura paterna.

Consagrado com os títulos honorários de "herói da República" e "comandante da revolução", Valdés foi um pilar do governo cubano por mais de seis décadas. Sua trajetória se estendeu até 2019, quando deixou o poderoso bureau político do Partido Comunista Cubano, mantendo-se como uma referência inquestionável na história da ilha.

Nascido em 28 de abril de 1932, Valdés participou ativamente do ataque ao quartel de Moncada em 1953, um marco na luta contra a ditadura de Fulgencio Batista. Sua coragem e comprometimento o levaram a integrar o grupo de 82 revolucionários que cruzaram o mar no iate Granma em 1956, rumo ao reinício da insurreição, sendo um dos poucos sobreviventes.

Ao lado de líderes como Fidel Castro, Raúl Castro e Ernesto Che Guevara, Valdés esteve na linha de frente da Revolução. Lutou nas montanhas da Sierra Maestra e participou da decisiva Batalha de Santa Clara, que selou a queda de Batista. Após a vitória revolucionária, assumiu a liderança da agência de segurança recém-criada.

Valdés manteve uma imagem icônica ao longo dos anos, com seu cavanhaque característico e um estilo de vida disciplinado, fanático por exercícios físicos, mesmo após os 80 anos. Acumulou importantes cargos, incluindo ministro do Interior, vice-ministro da Defesa, ministro da Informação e Comunicações, além de vice-presidente.

Mesmo com a transição de liderança em Cuba, com Raúl Castro passando o bastão para Miguel Díaz-Canel, Valdés permaneceu em posições estratégicas. Como vice-primeiro-ministro, dedicou-se à árdua tarefa de gerenciar a crise energética da ilha, aparecendo frequentemente em uniformes militares ao lado de Díaz-Canel, exortando os cubanos a poupar energia em nome do fervor revolucionário.

Sua lealdade à revolução, seus líderes e ao sistema de partido único nunca vacilaram, mesmo diante das maiores adversidades enfrentadas pelo país. "Não podemos esquecer que chegamos aqui graças à união do povo e à sua confiança na revolução", declarou Valdés em 2014, ressaltando a importância de manter essa união para o futuro.

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