DIPLOMACIA E JUSTIÇA
Prefeito de Nova York avalia prender Benjamin Netanyahu caso visite Nova York
Zohran Mamdani consulta sua equipe jurídica sobre a viabilidade de cumprir mandado do TPI contra o premiê de Israel durante a Assembleia Geral da ONU.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, instaurou uma análise sobre a viabilidade legal de deter o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, caso o líder estrangeiro desembarque na cidade para a Assembleia Geral da ONU em 18 de julho de 2026. A medida, que toca em questões sensíveis de soberania e direitos humanos, busca esclarecer se a administração municipal possui prerrogativas para executar mandados internacionais em solo norte-americano.
A consulta jurídica formalizada pelo gabinete de Zohran Mamdani foi revelada pelo New York Times em 18 de julho de 2026. A controvérsia jurídica deriva de um mandado de prisão emitido pelo TPI contra Benjamin Netanyahu em 21 de novembro de 2024, sob a acusação de crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.
Embora Estados-partes do Estatuto de Roma sejam vinculados à cooperação com a Corte em Haia, a situação dos Estados Unidos é distinta, visto que o país não é signatário do tratado. Zohran Mamdani declarou que sua intenção não é desrespeitar o ordenamento vigente, mas verificar os limites legais para uma ação que, na visão do prefeito, seria um imperativo moral frente às acusações formais do TPI.
Em resposta, Benjamin Netanyahu minimizou o risco em declaração à rádio WABC, contestando a legitimidade do TPI e a jurisdição do tribunal sobre autoridades israelenses, além de criticar a postura de Zohran Mamdani. O cenário reforça o debate global sobre a eficácia de tribunais internacionais em um sistema de Estados soberanos, tema que também ecoou no Brasil, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, questionou em 2023 a adesão do País ao TPI em casos envolvendo outros líderes, como Vladimir Putin.
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