CHOQUE GLOBAL

Líderes mundiais repudiam ataque em jantar de gala nos EUA

Homem com terno escuro rodeado por agentes de segurança após um incidente. O ambiente parece tenso.
Agentes do Serviço Secreto retiram Donald Trump de evento após estrondos e tiros — Foto: Associated Press

Donald Trump e Melania são evacuados após tiroteio em evento de correspondentes da Casa Branca em Washington, D.C. O evento anual foi adiado por 30 dias.

O mundo político internacional condenou veementemente o ataque a tiros que chocou um jantar de gala com correspondentes da Casa Branca em Washington, D.C., na madrugada deste domingo, 26 de abril de 2026. O incidente, que resultou na evacuação imediata do presidente Donald Trump e da primeira-dama Melania pelo Serviço Secreto, gerou uma onda de preocupação global pela segurança de líderes e pela estabilidade de eventos democráticos, com governos de diversas nações manifestando alívio pela integridade física dos envolvidos e repúdio à violência.

O ataque ocorreu durante o tradicional jantar de gala no sábado, 25 de abril de 2026, realizado em um hotel na capital norte-americana. Donald Trump e outras autoridades de alto escalão do governo dos EUA foram rapidamente retirados do local. O presidente norte-americano descreveu o ocorrido como um "momento traumático" e elogiou a pronta ação dos agentes de segurança.

A repercussão foi imediata, com líderes de diversas partes do mundo expressando sua solidariedade e condenação. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou em suas redes sociais que "a violência nunca deve ser o caminho", celebrando a segurança de Trump e Melania. A presidência da Argentina, por sua vez, divulgou uma nota de "mais enérgico repúdio ao novo atentado contra a vida sofrido pelo presidente Trump", interpretada como uma manifestação de Javier Milei, aliado de Trump, que também condenou a "retórica violenta da esquerda em todo o mundo".

Até mesmo figuras de oposição a Trump nos EUA, como a senadora emérita democrata Nancy Pelosi e o governador da Califórnia, Gavin Newsom, manifestaram seu repúdio. Pelosi expressou "grande alívio" pela segurança de todos os presentes, enquanto Newsom reiterou que "a violência nunca é aceitável". Da Venezuela, a presidente Delcy Rodriguez condenou a "tentativa de agressão ao presidente Trump e à Melania", enfatizando que "a violência nunca será opção aos que defendem a paz".

Em outros continentes, o premiê paquistanês, Shehbaz Sharif, que atua como mediador nas negociações de paz entre EUA e Irã, afirmou estar "profundamente perturbado pelo tiroteio" e aliviado pela segurança de todos. O Peru, em nota oficial, condenou o "ato deplorável de violência". O premiê da Índia, Narendra Modi, disse estar aliviado pela segurança de Trump e Melania, ressaltando que "a violência não tem lugar em uma democracia". Do Japão, a premiê Sanae Takaichi manifestou alívio com a segurança de Trump "após tiros aterrorizantes" e afirmou que a violência não pode ser tolerada em nenhum lugar do mundo. Os premiês do Canadá, Mark Carney, e da Austrália, Anthony Albanese, também expressaram alívio e repudiaram o ataque, elogiando o trabalho do Serviço Secreto dos EUA.

Em coletiva de imprensa na Casa Branca, Donald Trump confirmou que um agente do Serviço Secreto foi baleado, mas que "está bem". Ele disse não saber se o ataque teve motivações políticas, mas supôs ser o alvo, mencionando duas tentativas de assassinato nos últimos dois anos. "Ser presidente é uma profissão perigosa", declarou o líder norte-americano.

O Serviço Secreto informou que o autor do ataque, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente na Califórnia, disparou uma escopeta no local. O FBI já iniciou a revista em sua residência. Allen foi preso e enviado para avaliação em um hospital.

Detalhes sobre o incidente:

  • Donald Trump participava de um jantar com jornalistas correspondentes da Casa Branca, mas foi retirado às pressas pelo Serviço Secreto após participantes ouvirem tiros;
  • O evento ocorreu em um hotel em Washington, D.C., capital dos EUA. Não houve revista na entrada, apenas checagem de ingressos, segundo a repórter da TV Globo Raquel Krahenbuhl;
  • Testemunhas relataram vários disparos e barulhos de explosões, de acordo com agências de notícias internacionais;
  • O autor do ataque foi preso pelo Serviço Secreto e enviado para avaliação médica;
  • O vice-presidente J.D. Vance, a primeira-dama Melania Trump e o secretário de Estado Marco Rubio também estavam no evento e foram evacuados em segurança;
  • O evento foi adiado por até 30 dias, apesar dos pedidos de Trump para que fosse retomado;
  • A organização do evento informou que não há outros feridos além do agente;
  • O suspeito do ataque estaria hospedado no mesmo hotel onde o jantar ocorria, segundo a polícia local.

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