SEGURANÇA E DIPLOMACIA
EUA iniciam coalizão global para combater grupos terroristas de extrema esquerda
Marco Rubio defende cooperação internacional contra células radicais; Brasil declina convite para cúpula em Washington.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou a criação de uma rede de cooperação internacional voltada ao combate do que classificou como "terrorismo de extrema esquerda", em conferência realizada nesta quinta-feira, 16/07/2026, em Washington. A iniciativa, denominada Ministerial sobre o Ressurgimento do Terrorismo Político, busca integrar agências de inteligência para monitorar grupos que, segundo o governo norte-americano, representam ameaças negligenciadas à segurança global.
Durante o encontro, o secretário argumentou que o cenário geopolítico exige uma atualização urgente da arquitetura de contraterrorismo. "Podemos e devemos identificar e mapear essa ameaça para derrotá-la", afirmou Rubio, destacando a necessidade de as nações atuarem em conjunto para conter infraestruturas que, na visão dos EUA, são movidas por um sentimento de hostilidade contra o Ocidente.
O evento contou com a participação de autoridades de mais de 60 países, porém, houve ausências estratégicas. Segundo apurado pela Folha, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil avaliou o convite, mas optou por não enviar representantes à conferência.
A ofensiva contra grupos radicais é uma das principais bandeiras do presidente Donald Trump. O tema ganhou força na agenda pública após o assassinato do ativista Charlie Kirk no ano passado. Desde novembro, os EUA já oficializaram a classificação de organizações como Antifa Ost, Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional, Justiça Proletária Armada e Autodefesa de Classe Revolucionária como terroristas estrangeiras, permitindo recompensas de até US$ 10 milhões por informações sobre suas redes.
A iniciativa, contudo, enfrenta resistências. Entidades como a União Americana pelas Liberdades Civis expressaram preocupação com o uso dessa classificação, argumentando que a medida pode ser aplicada de forma arbitrária para reprimir movimentos sociais legítimos e opositores políticos sob o pretexto de segurança nacional.
Rubio aproveitou o fórum para estabelecer conexões entre a militância de esquerda e potências adversárias. Sem apresentar evidências documentais durante o evento, o secretário alegou que redes vinculadas ao Irã estariam colaborando com grupos militantes e acusou a liderança de Cuba de fomentar essas organizações. O governo americano planeja realizar um novo encontro sobre o tema na Alemanha ainda neste ano.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário