REDEMOCRATIZAÇÃO
Edmundo González apoia novas eleições na Venezuela para democracia real
Edmundo González Urrutia, opositor e ex-candidato, defende nova votação para alcançar "democracia real" após eleições de 2024. María Corina Machado também reivindica processo transparente.
Edmundo González Urrutia, figura central da oposição venezuelana e considerado o presidente eleito nas eleições de 2024, defendeu publicamente, nesta sábado, 30 de maio de 2026, a realização de novas eleições como caminho para a "democracia real" no país. A declaração surge em meio a contestações sobre o resultado oficial, que declarou Nicolás Maduro vencedor.
O ex-diplomata, de 76 anos, que atualmente reside em exílio na Espanha, manifestou seu apoio à líder opositora María Corina Machado, detentora do Prêmio Nobel da Paz. Machado tem insistentemente reivindicado uma nova votação, especialmente após eventos relacionados à administração de Maduro.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, González declarou: "Há poucos dias, no Panamá, María Corina Machado e as forças democráticas da Venezuela se reuniram com um único propósito: a liberdade da Venezuela. Estamos juntos, unidos no mesmo roteiro em direção ao mesmo destino".
A própria María Corina Machado expressou na quinta-feira, 28 de maio de 2026, sua "determinação" em negociar uma transição democrática com a administração interina venezuelana pós-Maduro. O objetivo, segundo ela, é assegurar "uma eleição presidencial livre, transparente e soberana", conforme detalhado em carta após um encontro com dirigentes opositores no Panamá.
González assumiu a candidatura no lugar de María Corina nas eleições presidenciais de 28 de julho de 2024, uma vez que a líder opositora foi impedida de participar por inabilitação legal. A oposição alega fraude no pleito que resultou na reeleição de Maduro para um terceiro mandato e sustenta a vitória de González.
Após a emissão de uma ordem de prisão contra si em setembro de 2024, o opositor se exilou na Espanha. "O mandato de 28 de julho é da Venezuela. Eu sou seu guardião, não seu dono, e, como guardião, meu compromisso é fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que esse mandato se transforme em liberdade real, em democracia real", afirmou González, reforçando seu papel como representante da vontade popular.
A contenda eleitoral foi marcada pela ausência da publicação oficial das atas detalhadas de apuração no site do órgão eleitoral. A justificativa apresentada foi um suposto ataque hacker aos sistemas. A oposição, por sua vez, divulgou cópias de mais de 80% das atas das máquinas de votação, documentos que o governo chavista desconsidera.
"Reconhecer a necessidade de um processo eleitoral presidencial, para mim, é honrar a vontade de todo um povo que quer liberdade", concluiu González, enfatizando a importância de um processo legítimo para a restauração da democracia no país.
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