NOVO COMANDO GLOBAL

Brasileiro Rafael Oliveira é nomeado CEO global da Heineken em movimento inédito

Foto de Rafael Oliveira, o novo CEO global da Heineken.
Rafael Oliveira assume como CEO global da Heineken em movimento inédito para a companhia.

Executivo de 51 anos assume a liderança da cervejaria holandesa em outubro de 2026, em decisão histórica. A empresa busca reverter queda nas vendas.

Em uma decisão inédita, a cervejaria holandesa Heineken anunciou, nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, a nomeação do brasileiro Rafael Oliveira como seu novo CEO global. A escolha marca a primeira vez em 87 anos, desde que se tornou uma empresa de capital aberto, que a companhia recruta um líder de fora de seu quadro de funcionários.

Oliveira, de 51 anos, assumirá a liderança da Heineken, uma das maiores cervejarias do mundo, por um período de quatro anos, com início previsto para outubro de 2026. A decisão visa injetar uma nova perspectiva na gestão diante dos desafios atuais do mercado de cervejas.

Antes de aceitar o convite para liderar a gigante holandesa, Rafael Oliveira era CEO da JDE Peet’s, empresa de café e chá conhecida no Brasil por marcas como Pilão e L’Or. Sua chegada à Heineken acontece em um momento em que a empresa planejava comandar a Global Coffee Co, uma nova gigante do setor de café, criada a partir da aquisição do grupo pela Keurig Dr Pepper, em um acordo avaliado em 16 bilhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 94,3 bilhões.

A trajetória de Oliveira inclui passagens como diretor de mercados internacionais na Kraft Heinz e uma década atuando no Goldman Sachs. Sua carreira teve início no Banco Icatu e no Banco BBA-Creditanstalt. Com graduação em Economia e MBA pela Universidade de Chicago, ele se tornará não apenas o primeiro líder externo a comandar a Heineken, mas também o segundo não holandês a ocupar o cargo de CEO.

A nomeação de Oliveira ocorre em um contexto onde a Heineken enfrenta uma tendência global de redução no consumo de cerveja, resultando em quedas consecutivas de vendas. A empresa tem buscado estratégias para se manter competitiva frente a rivais como Anheuser-Busch InBev e Carlsberg. Como parte de um programa de redução de custos, o grupo holandês já anunciou o corte de cerca de 7% de sua força de trabalho global.

A pressão de acionistas por um candidato com visão renovada foi um fator determinante para a busca por um nome externo. Após o anúncio da escolha de Oliveira, as ações da Heineken registraram alta de 3,2% na Bolsa de Amsterdã, sinalizando uma recepção positiva do mercado.

A reestruturação na cúpula da cervejaria sucede a saída de Dolf van den Brink, que esteve no comando por seis anos e dedicou mais de 28 anos à empresa. A família De Carvalho-Heineken, controladora da companhia com participação majoritária e cinco assentos no conselho, supervisiona essa nova fase de gestão.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário