IRÃ ACEITA RENÚNCIA

Trump afirma que Irã aceitou renunciar a armas nucleares

Foto de Donald Trump em declaração sobre o Irã.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Presidente americano Donald Trump declara ter obtido garantias de Teerã sobre programa nuclear, em meio a tensões regionais e negociações complexas.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou ter obtido garantias do Irã de que não desenvolverá armas nucleares. A declaração surge após veículos de imprensa dos Estados Unidos informarem que ele havia endurecido sua proposta de paz com a república islâmica. A decisão, anunciada nesta domingo, 31/05/2026, pode impactar significativamente o futuro das negociações e a segurança global.

Qualquer mudança na proposta pode adiar ainda mais um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio e reabrir o tráfego marítimo pelo estreito de Hormuz. Essa rota é vital, por onde transitava aproximadamente 20% do suprimento mundial de petróleo antes do conflito. As negociações ocorrem em meio a uma retórica incendiária e ataques ocasionais.

O New York Times e o Axios noticiaram neste sábado (30) que Trump enviou ao Irã um novo marco de discussões com condições mais rigorosas, embora o conteúdo exato não tenha sido inicialmente divulgado. As prioridades de Trump para qualquer acordo incluem o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares e a reabertura do estreito de Hormuz.

O conflito teve início quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã no dia 28 de fevereiro. Trump declarou, em entrevista à sua nora Lara Trump, transmitida pela Fox News na noite de sábado, que a garantia necessária é a de que "não haverá uma arma nuclear. Eles aceitaram isso e é muito interessante".

Contudo, Teerã previamente questionou as afirmações de Trump, indicando distanciamento nas prioridades. O Irã insiste na liberação de US$ 12 bilhões em recursos congelados antes de avançar em discussões de fundo sobre o programa nuclear. Além disso, a imprensa iraniana relata que o país considera sem fundamento os comentários de Trump sobre a destruição de seu urânio enriquecido, um precursor para armas nucleares.

A república islâmica também reivindica a inclusão do Líbano em qualquer acordo para o fim da guerra, após Beirute acusar Israel de aplicar uma "política de terra arrasada" em seus ataques. O Exército israelense anunciou que sua ofensiva contra o Hezbollah no Líbano "se estende a outras zonas".

Fontes americanas informaram à AFP que a proposta de paz com o Irã aguarda aprovação de Trump, mas o mandatário indicou não ter pressa. "De forma lenta, mas segura, estamos conseguindo, acredito, o que queremos e, se não obtivermos o que queremos, vamos terminar de outra maneira", declarou. Um posicionamento similar foi emitido pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que afirmou em Singapura que Washington é "mais que capaz" de reiniciar a guerra, se necessário.

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