Netanyahu
Israel insiste em ataques ao Líbano, ignorando apelo europeu
Premiê israelense confirma ofensiva contra o Hezbollah; UE condena escalada e aponta centenas de mortes.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou nesta quinta-feira que os ataques contra o Líbano continuarão com "força, precisão e determinação", visando o grupo Hezbollah. A afirmação, feita um dia após as Forças Armadas israelenses anunciarem uma das maiores ondas de bombardeios na região, intensifica a instabilidade no Oriente Médio em meio a um frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, gerando preocupação internacional com a segurança dos civis.
Em seu perfil no Facebook, Netanyahu foi enfático: "Continuamos a atacar o Hezbollah com força, precisão e determinação. Nossa mensagem é clara: qualquer um que agir contra civis israelenses será atacado. Vamos atacar o Hezbollah onde for necessário, até que restabeleçamos completamente a segurança dos moradores do norte de Israel".
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, condenou duramente a postura de Israel em um post na rede social X, também nesta quinta-feira. Ela argumentou que o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã deveria se estender ao Líbano e que "as ações israelenses estão colocando o cessar-fogo sob forte pressão". Kallas enfatizou o impacto humano, afirmando que "os ataques israelenses mataram centenas de pessoas na noite passada, tornando difícil argumentar que tais ações brutais se enquadram em legítima defesa".
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram ter atacado a área de Beirute e "eliminado Ali Yusuf Harshi, secretário pessoal e sobrinho do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem". Segundo o Exército, Harshi era um "colaborador próximo e assessor pessoal de Qassem e desempenhava um papel central na gestão e na segurança de seu escritório".
O Hezbollah, no entanto, não confirmou a morte até o momento.
No mesmo comunicado, o Exército Israelense informou a realização de novos bombardeios nesta quinta-feira contra alvos do Hezbollah no Líbano. Os ataques aéreos durante a madrugada atingiram duas passagens-chave de armamentos utilizadas pelo grupo e cerca de 10 depósitos de armas e centros de comando no sul do Líbano.
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