DISPUTA NA DIREITA
Romeu Zema critica Flávio Bolsonaro e prega independência
Em entrevista, Zema (Novo) se compara ao eleitorado e ataca "recebedores de impostos", mantendo sua pré-candidatura presidencial.
O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), lançou um ataque direto contra Flávio Bolsonaro (PL) ao defender que os eleitores deveriam escolhê-lo nas eleições de outubro por não ter "rabo preso". A declaração, feita nesta segunda-feira, 04 de maio de 2026, em entrevista, expõe as tensões dentro da direita brasileira e busca atrair o eleitorado com um discurso de independência e histórico de trabalho árduo, contrastando com figuras que, segundo ele, seriam "recebedores de impostos".
Em conversa com o Uol, Zema sublinhou que sua trajetória é "diferente" e mais alinhada com a da maioria dos cidadãos brasileiros. Ele recordou ter iniciado sua vida profissional aos 14 anos, em uma empresa familiar, e não hesitou em criticar ex-presidentes oriundos da esfera pública, classificando-os como "recebedores de impostos", uma clara alfinetada em figuras tradicionais da política, embora sem mencionar nomes específicos.
"Em Minas, eu não levei parente meu para trabalhar e quem roubava perdeu espaço. E é o que eu vou fazer no Brasil. Eu não tenho rabo preso. Eu não tenho esses conchavos políticos que deixam todo mundo amarrado, com medo de falar a verdade. Então eu tenho algumas diferenças aí", declarou Zema, traçando um paralelo entre sua gestão estadual e o que promete para o país. A fala ressoa com a percepção de muitos eleitores sobre a necessidade de renovação e de combate à corrupção, buscando um impacto direto na dignidade da sociedade que anseia por líderes íntegros.
Apesar de ser considerado uma opção para vice na chapa de Flávio Bolsonaro, o ex-governador mineiro reforçou sua intenção de manter a própria candidatura presidencial até o fim, evidenciando sua estratégia de se firmar como uma alternativa robusta dentro do cenário político. Este posicionamento pode intensificar a fragmentação da direita e criar novos desafios para alianças futuras.
Ao abordar desavenças com a família Bolsonaro, Zema revisitou a pandemia da Covid-19, período em que, segundo ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) "menosprezou" a seriedade da doença. Contudo, o pré-candidato também afirmou sua aproximação com o bolsonarismo por partilhar de um forte sentimento "anti-PT", sinalizando uma complexa teia de alinhamentos e divergências ideológicas.
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