ESTRATÉGIA E GOVERNO

Rogério Marinho descarta privatização da Petrobras em eventual governo de Flávio Bolsonaro

Rogério Marinho ao microfone em evento público da Unecs.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) • CNN Brasil

Senador e coordenador de campanha afirma que a estatal passará por avaliações de eficácia, mas garante que não há planos de venda.

A Petrobras possui papel estratégico para o desenvolvimento nacional e não consta nos planos de uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro (PL) a sua privatização. O posicionamento foi reforçado pelo coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL), na terça-feira (18), ao detalhar a visão econômica do grupo político.

Durante evento da Unecs (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços) em Brasília, Rogério Marinho ressaltou que, embora a petrolífera esteja preservada de um processo de venda, as demais empresas estatais serão submetidas a rigorosos processos de avaliação de eficácia. O objetivo, segundo o parlamentar, é garantir que o Estado atue de forma eficiente na gestão do patrimônio público, sem necessariamente abrir mão do controle acionário de ativos vitais.

A declaração ganha relevância em um cenário eleitoral marcado por divergências na direita sobre o papel do Estado na economia. Enquanto Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, defende abertamente a privatização da Petrobras e do Banco do Brasil, a chapa de Flávio Bolsonaro, composta também pelo vice Alfredo Gaspar, opta por uma linha de gestão baseada no corte de gastos e redução de carga tributária, mantendo a estatal sob a égide governamental.

Rogério Marinho pontuou que, apesar de descartar a privatização integral, a gestão pode avaliar a venda de ativos específicos, prática já realizada durante o governo Jair Bolsonaro com a negociação de poços maduros. O senador ainda sinalizou a intenção de ampliar concessões e outorgas para atrair investimentos privados, ao mesmo tempo em que teceu críticas à condução do governo Lula em relação a pautas como a capitalização da Eletrobras.

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