TRAJETÓRIA POLÍTICA NACIONAL

Presença feminina na disputa pelo Planalto alcança 42 candidaturas desde a redemocratização

Mulheres em palanque político representando a diversidade nas eleições.
Representatividade feminina avança na disputa presidencial brasileira.

Desde a redemocratização, 42 mulheres ocuparam postos de cabeça de chapa ou vice em eleições presidenciais, com sete nomes confirmados para o pleito de 2026.

A representatividade feminina na corrida presidencial brasileira atingiu a marca de 42 participações como candidatas à presidência ou vice desde a redemocratização. O levantamento, que consolida a trajetória de mulheres na política nacional, revela que 25 candidatas buscaram o cargo de titular e 17 o de vice ao longo das décadas.

Para o ciclo eleitoral de 2026, sete mulheres estão confirmadas na disputa pelo Planalto. Samara Martins (UP) e Clariana Barão (DC) encabeçam as chapas, contando com Raquel Brício (UP) e Fabiana Torquato (DC) como candidatas a vice, respectivamente, em uma configuração que consolida chapas inteiramente femininas. O pleito deste ano também contará com a presença de Cleusa Santos (PCB), Vanessa Portugal (PSTU) e Suêd Nogueira, que compõem a chapa como vice-presidentes.

O histórico de participação remonta a 1989, com Lívia Maria Pio, pelo Partido Nacionalista (PN). Naquele ano, ela foi a única mulher a registrar candidatura, alcançando 179.925 votos. O cenário contrastava fortemente com o protagonismo masculino da época, que concentrava 43 candidaturas masculinas em uma única eleição.

A evolução das candidaturas femininas enfrentou desafios estruturais ao longo dos anos. Em 1994, por exemplo, nomes como Gardênia Gonçalves e Íris de Araújo ocuparam espaços de vice, enquanto candidaturas de Aldenora de Sá Porto, Nina Maria Alexin e Geralda Feliciano Coelho foram indeferidas pela Justiça Eleitoral, interrompendo a tentativa de formação da primeira chapa exclusivamente feminina daquele período.

Uma análise técnica revela que o espaço para mulheres na presidência permanece restrito, em grande parte, a partidos de menor estrutura partidária. Legendas com bancadas robustas no Congresso Nacional mantêm um histórico escasso de indicação feminina para o Poder Executivo, independentemente do espectro ideológico. Apesar dessa limitação, o aumento gradual no número de candidatas indica uma mudança progressiva no cenário, com destaque para a eleição de 2022, que reuniu o maior número de mulheres em chapas presidenciais, totalizando oito candidatas entre titulares e vices.

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