DEBATE ELEITORAL MG

Saneamento e segurança dominam terceiro bloco de debate em Minas

Candidatos ao governo de Minas Gerais durante debate eleitoral.
Candidatos ao governo de Minas participam de debate televisionado com foco em propostas para o Estado.

Candidatos ao governo estadual divergem sobre privatização da Copasa, política fiscal e estratégias de combate ao crime organizado.

O futuro da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a gestão tributária do Estado pautaram o terceiro bloco do debate eleitoral entre os candidatos ao governo de Minas, realizado conforme agenda da campanha. O encontro, que permitiu o embate direto entre os postulantes ao cargo, evidenciou visões distintas sobre como a administração pública deve garantir serviços básicos e manter o equilíbrio das contas estaduais.

Ao abordar os desafios do saneamento, Flávio Roscoe (PL) defendeu a privatização da Copasa como o caminho viável para atrair investimentos e ampliar o atendimento à população. Em contraponto, Gabriel Azevedo (MDB) posicionou-se de forma contrária ao modelo, sugerindo um maior rigor na fiscalização da qualidade da água e investimentos diretos no tratamento de esgoto.

O debate também avançou sobre a política fiscal, com Cletinho (Republicanos) sendo questionado sobre a redução do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Enquanto o candidato argumentou que a medida não comprometeria as prefeituras, Matheus Simões (PSD) rebateu citando uma perda de arrecadação de R$ 1 bilhão no Estado, com R$ 500 milhões a menos repassados aos cofres municipais. No mesmo bloco, Alexandre Kalil (PDT) criticou as isenções fiscais concedidas pela gestão de Romeu Zema (Novo), classificando a conta como alarmante para Minas.

A segurança pública foi o tema que elevou o tom das críticas. Gabriel Azevedo (MDB) acusou a gestão de Matheus Simões (PSD) de descumprir promessas salariais com a polícia, alegando que tal postura favoreceu o avanço de organizações criminosas. Sobre o uso de câmeras em uniformes policiais, Cletinho (Republicanos) manifestou oposição, defendendo que o uso do dispositivo seja voltado a outros tipos de fiscalização.

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