DECISÃO DO PARTIDO

Jean Paul Prates afirma que suplência de Rafael Motta é decisão do PDT

Jean Paul Prates em entrevista.
Jean Paul Prates, ex-senador e membro do PDT.

Ex-senador Jean Paul Prates (PDT) reage a articulações e garante que a primeira suplência de Rafael Motta na chapa ao Senado já foi definida pela legenda. A declaração ocorre em meio a discussões internas na base governista.

O ex-senador Jean Paul Prates (PDT) reagiu, nesta quinta-feira, 21/05/2026, a articulações que buscam reabrir a discussão sobre a primeira suplência de Rafael Motta (PDT) na chapa governista ao Senado. Prates, em entrevista ao programa Contraponto, da 96 FM, afirmou que a vaga já foi definida pelo próprio PDT. Ele destacou a autonomia do partido, que não integra federação, e reiterou que a aliança com o bloco liderado pelo PT envolveu a composição de Rafael como pré-candidato ao Senado e ele mesmo como primeiro suplente.

A manifestação de Jean Paul Prates surge em meio à disputa interna na base governista para a definição da chapa majoritária. Embora o grupo já conte com Cadu Xavier (PT) como pré-candidato ao Governo do Estado e Samanda Alves (PT) e Rafael Motta para o Senado, ainda há debates sobre a vaga de vice-governador e as suplências senatoriais. Recentemente, dirigentes de partidos aliados passaram a considerar esses espaços como abertos, incluindo a suplência de Rafael Motta.

Jean Paul contestou essa visão, explicando que o PDT tomou sua decisão internamente após uma pesquisa interna. O levantamento indicou Rafael Motta como o nome mais forte para a titularidade ao Senado, enquanto ele, Jean Paul, assumiria a primeira suplência. A autonomia do PDT como partido que não faz parte de federações foi enfatizada por ele.

O debate ganhou força após a vereadora Samanda Alves, presidente estadual do PT no Rio Grande do Norte e pré-candidata ao Senado, declarar que Jean Paul não teria sua suplência garantida. Segundo ela, a composição da base governista, que reúne atualmente cinco partidos e pode expandir para até oito, não permitiria assegurar que o candidato ao Senado e seu suplente fossem do mesmo partido.

A fala de Samanda Alves foi interpretada como um sinal direto ao PDT e a Jean Paul Prates, que aceitou a suplência após perder a disputa interna pela candidatura principal ao Senado. Anteriormente, o PDT havia anunciado a composição como um acordo interno, com um modelo de mandato compartilhado entre Rafael Motta e Jean Paul.

A posição de Samanda também foi ecoada em diálogo citado pelo ex-deputado estadual Sandro Pimentel (Psol), pré-candidato ao Senado. Pimentel relatou ter sido contatado pela presidente estadual do PT para discutir a chapa, momento em que Samanda teria afirmado que o PT ainda não possuía uma definição para o segundo nome ao Senado, sugerindo que o tema permanecia em aberto.

O presidente estadual do PV, Rivaldo Fernandes, também introduziu a suplência de Rafael Motta na mesa de negociação. Em entrevista à 96 FM, ele indicou que o espaço para a suplência estava em aberto, pois o PV segue a orientação do conjunto de partidos da aliança. A discussão formal, segundo ele, ainda não ocorreu devido ao adiamento de uma reunião da Federação PT, PV e PCdoB.

Rivaldo Fernandes defendeu que as suplências sejam submetidas ao conjunto da aliança, priorizando a construção de uma frente ampla em torno de Cadu Xavier. Ele mencionou a possibilidade de o PSDB, presidido no RN por Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa, integrar a aliança como um fator para ampliar as chances da candidatura governista. A participação de todos os partidos na definição, segundo ele, é crucial para o respeito mútuo e a coesão do grupo.

O PV também manifestou interesse em compor a majoritária, apresentando o nome do professor Emmanuel Nunes, de Mossoró, como opção para uma suplência ao Senado. Rivaldo ressaltou a importância da participação do partido na composição majoritária, sem impor condições, mas buscando integrar a chapa.

Jean Paul Prates, contudo, reiterou que a decisão interna do PDT não pode ser ignorada. Ele informou que a composição foi discutida com a governadora Fátima Bezerra (PT) e apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Lupi teria levado a ideia de um mandato compartilhado entre Rafael Motta e Jean Paul em reunião com presidentes de partidos.

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