CRÍTICA AO GOVERNO

Flávio Bolsonaro critica Lula e afirma que “sobrou linguiça” para brasileiros

Foto de Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante evento em São Paulo.

Senador participou de evento em São Paulo e ironizou promessa de Lula sobre acessibilidade da picanha, destacando dificuldades financeiras da população.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou nesta sábado, 20 de junho de 2026, que o trabalhador brasileiro encontra-se sem recursos para adquirir carne, restando-lhe apenas a linguiça. A fala é uma alusão à promessa feita em 2022 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tornar a picanha e a cerveja mais acessíveis. O pré-candidato da direita discursou durante o evento que marcou o lançamento da pré-candidatura do deputado estadual André do Prado (PL) ao Senado, representando o Estado de São Paulo.

“Estamos vivendo um período de Copa do Mundo. Compreendo que muitos brasileiros não têm condições de realizar o que mais me agrada: um churrasco para acompanhar o jogo do Brasil, pois já não possuem dinheiro para comprar carne. Precisam optar por frango. Restou uma linguiça para o povo brasileiro. Essa é a herança que este governo está entregando”, comentou o senador.

Flávio Bolsonaro apresentou dados sobre inadimplência para criticar a gestão federal, afirmando que “mais de 80% das famílias brasileiras estão endividadas” e que parte da população recorre ao parcelamento de itens básicos como arroz e feijão no cartão de crédito.

O senador também reiterou críticas à administração petista no setor de segurança pública, argumentando que a diminuição da fiscalização nas fronteiras contribui para a entrada de armas e drogas, impactando negativamente pequenos comerciantes em áreas urbanas.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) manifestou o desejo de concorrer ao Senado por São Paulo em 2026. Contudo, o filho do ex-presidente encontra-se nos Estados Unidos desde fevereiro, o que levou à perda de seu mandato de deputado devido a ausências. Além disso, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 4 anos e 2 meses de reclusão por tentar influenciar a Corte durante um julgamento sobre seu pai, Jair Bolsonaro, tornando-o inelegível. André do Prado foi escolhido para ocupar a vaga, e Eduardo buscará a posição de 1º suplente.

“Não foi uma escolha simples. Era para o Eduardo estar aqui também. E quando ouço o André, suas palavras, dizendo que honrará não apenas sua família e o Estado de São Paulo, mas também o Eduardo. Porque isto dói. É difícil ver o seu irmão aparecer em vídeo sabendo que ele desejava estar aqui, que ele deveria estar aqui”, desabafou Flávio Bolsonaro.

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