ESTADO PERDE CONTROLE

Caiado afirma que Lula entregou o Brasil às facções e questiona soberania

Ronaldo Caiado, governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, discursando em evento.
Ronaldo Caiado, governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, em evento em 9 de fevereiro de 2026. (Foto: Diogo Campiteli/Poder360)

Pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD) propõe classificar facções como terroristas e expandir uso de inteligência artificial no combate ao crime.

O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou a política de segurança do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, afirmando que o país perdeu soberania para facções criminosas. Em entrevista à TMC 360, Caiado declarou que o governo federal carece de uma estratégia eficaz contra o narcotráfico, referindo-se a grupos como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como verdadeiras "multinacionais do crime".

"Que soberania, Lula? Você já entregou o Brasil para as facções. Como é que você vai falar de soberania?", questionou o pré-candidato, em declaração que ressalta a profunda preocupação com a segurança nacional e o impacto na dignidade dos cidadãos.

Caiado detalhou que, caso eleito, pretende submeter ao Congresso Nacional uma proposta para tipificar facções criminosas como "terroristas". Essa medida, que também encontra apoio em outras figuras políticas como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), abriria caminho para o emprego das Forças Armadas no combate direto a esses grupos. "Encaminharei ao Congresso Nacional a inclusão de facções como terroristas, para que eu possa usar as Forças Armadas, a Aeronáutica, a Marinha, a estrutura do Exército brasileiro, a retomada do território brasileiro", explicou.

Adicionalmente, o ex-governador defendeu a ampliação do uso de inteligência artificial no enfrentamento à criminalidade. Ele destacou que Goiás utiliza, desde 2025, uma plataforma inovadora focada na identificação e prevenção de ações criminosas antes que se concretizem, um modelo que, segundo ele, pode integrar informações e apoiar estados sem centralizar a segurança pública na União. A proposta é "governar com os governadores" e oferecer aos estados uma sala de controle nacional.

Para reforçar a segurança nas fronteiras, Caiado sugeriu a formação de parcerias com os dez países vizinhos, visando a criação de uma força policial transfronteiriça, inspirada em modelos europeus. Ele também fez um pronunciamento sobre a situação na Amazônia, afirmando que a região está "100% tomada pelo narcotráfico", com a atuação de facções brasileiras, colombianas e mexicanas, embora sem apresentar dados específicos para sustentar a afirmação.

O pré-candidato citou ainda o sistema prisional de Goiás como um modelo de gestão. Ele mencionou que presidiários ligados a facções não têm direito a visitas íntimas, têm suas audiências com advogados gravadas e ficam em unidades com monitoramento ambiental. "Penitenciária lá não é universidade do crime, não", concluiu.

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