PESQUISA APONTA
3ª via não ganha força com desaceleração de Flávio Bolsonaro, aponta Datafolha
A nova pesquisa Datafolha, divulgada em 22 de maio de 2026, indica que a disputa presidencial de 2026 continua polarizada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sem avanço para outras candidaturas.
A disputa pela presidência em 2026 segue polarizada, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrando pouca variação em intenções de voto, segundo aponta pesquisa Datafolha divulgada em 22 de maio de 2026. A apuração é dos analistas de Política da CNN Pedro Venceslau e Edilene Lopes, do programa Hora H.
Analistas do Partido Liberal (PL) minimizam os resultados, considerando o cenário menos desfavorável do que o esperado. Algumas lideranças da sigla admitiam a possibilidade de uma diferença maior de votos, e os números atuais são vistos como aceitáveis.
O desempenho de Michelle Bolsonaro em cenários de segundo turno, com 43% contra 48% de Lula, também chamou a atenção. Esse resultado, próximo ao de Flávio Bolsonaro, sugere que a tese de uma substituição de candidatura no PL perde força, pois indica que o eleitorado não demonstra preferência por outro nome em detrimento do atual senador.
O PL comemora a ausência de migração de votos para candidaturas da direita, como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). O crescimento dessas candidaturas foi considerado pouco expressivo, o que, na visão do partido, reforça a posição de Flávio Bolsonaro como principal opção antipetista.
Embora Flávio Bolsonaro e Lula permaneçam dentro da margem de erro em simulações de segundo turno, a pesquisa indica um ligeiro distanciamento em relação ao empate técnico registrado anteriormente.
A base aliada do presidente Lula aposta no desgaste contínuo de Flávio Bolsonaro, especialmente enquanto questões sobre a destinação de recursos em casos investigados não forem totalmente esclarecidas. A falta de explicações satisfatórias sobre as polêmicas é vista como um fator que prejudica a imagem do senador.
Em meio a esse cenário, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) apresentou pedidos à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir a veiculação do filme “Dark Horse”, previsto para setembro, sob a alegação de propaganda eleitoral antecipada.
A comunicação do PT avalia que a pesquisa reflete um sentimento de decepção em parte do eleitorado bolsonarista. A mobilização histórica em torno do tema da corrupção, ao se deparar com investigações envolvendo Flávio Bolsonaro, teria gerado um clima de desencanto, impactando negativamente a percepção desse grupo.
O PT considera que o caso “Dark Horse” pode ter custado a Flávio Bolsonaro a capacidade de usar a pauta anticorrupção contra o adversário. Além disso, o partido entende que o caso do Banco Master, antes associado ao governo federal, tornou-se um problema mais relevante para a campanha do senador, e afirma possuir material para explorar esses temas durante o horário eleitoral.
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