RECURSOS SOB SUSPEITA

Sinte-RN cobra explicações do Governo após remanejamento de R$ 25,7 milhões da Educação

Membros do Sinte-RN em reunião de assembleia para discutir orçamento da educação no Rio Grande do Norte.
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte cobra transparência em remanejamento orçamentário.

Sindicato contesta a retirada de verbas da Seec-RN para pagamentos no MPRN e exige transparência sobre o impacto na folha de pagamento e investimentos escolares.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) exige explicações formais do Governo do Estado sobre o remanejamento de R$ 25,712 milhões do orçamento da Secretaria de Estado da Educação (Seec-RN). A medida, que visa custear benefícios remuneratórios a integrantes do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), gerou apreensão sobre a manutenção de investimentos na rede estadual de ensino, conforme reportado pela TRIBUNA DO NORTE em 31 de julho.

O coordenador do Sinte-RN, Bruno Vital, manifestou contrariedade à movimentação financeira, destacando que os recursos deveriam ser aplicados exclusivamente na valorização e estrutura da rede pública. A entidade busca esclarecimentos sobre o destino original do montante e a efetiva recomposição orçamentária prometida pelo Executivo estadual. A urgência da pauta é amplificada pelo fato de o valor retirado equivaler, aproximadamente, a uma folha de pagamento referente ao retroativo do Piso do Magistério de 2026, obrigação ainda pendente com a categoria.

Em ofício protocolado na última terça-feira (4) junto à Seec-RN, o Sindicato solicitou detalhes sobre o ato legal que autorizou a mudança, a justificativa técnica e o possível impacto em gratificações e programas educacionais. Durante assembleia realizada na quinta-feira (6), os trabalhadores reafirmaram a disposição de pressionar por audiências nas secretarias da Educação e da Fazenda para garantir que o remanejamento não comprometa direitos trabalhistas ou o funcionamento das unidades de ensino.

O Governo do Estado mantém a posição de que a operação foi técnica, baseada em projeções de execução orçamentária, e que haverá recomposição integral dos valores, sem prejuízos aos projetos da Educação. A gestão assegura que a medida não afeta a folha de pagamento ou o planejamento das despesas correntes da pasta.

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