EDUCAÇÃO

Brasil não precisa de escola cívico-militar, diz Lula

Presidente Lula falando em palanque, com a mão levantada, durante evento no Palácio do Planalto.
Lula durante cerimônia de sanção do PNE no Palácio do Planalto, em 14 de abril de 2026.

Declaração ocorreu na sanção do PNE, que traça diretrizes educacionais por uma década. Governo destaca ensino público e gratuito.

Nesta terça-feira, 14, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o novo Plano Nacional de Educação (PNE) no Palácio do Planalto, consolidando as diretrizes para a educação brasileira nos próximos dez anos. Durante o ato, o presidente defendeu que o Brasil não precisa de escolas cívico-militares na sua rede pública e gratuita, marcando um claro distanciamento da política educacional priorizada pela gestão anterior. Esta decisão fundamental moldará o futuro de milhões de estudantes e reorienta o conceito de dignidade e propósito do ensino público no país.

"Isso aqui [o PNE] é um retrato do que nós conseguimos fazer. Não contra, mas para mostrar que o Brasil não precisa, na sua educação pública e gratuita, de uma escola cívico-militar", afirmou Lula. Ele contextualizou sua fala ao salientar que o modelo cívico-militar seria relevante apenas para quem almeja uma carreira nas Forças Armadas, e, nesses casos, a formação deveria ser específica para tal.

O presidente enfatizou que os estudantes de qualquer escola devem ter acesso ao mesmo conteúdo e defendeu o cumprimento integral das diretrizes do plano, independentemente de filiações partidárias. "Temos a responsabilidade de não permitir ninguém, do partido que seja, de não exercitar o que está previsto no Plano Nacional de Educação", declarou, alfinetando críticas anteriores sobre suposta doutrinação nas escolas.

A pauta das escolas cívico-militares foi um dos pilares do governo anterior, que chegou a criar uma Subsecretaria específica para fomentar o modelo. A fala de Lula, portanto, reflete uma mudança de rota, priorizando uma visão mais abrangente e menos militarizada para a educação básica e superior.

O novo PNE, desenvolvido pelo Ministério da Educação em 2024 e aprovado pelo Senado em março de 2026, é um marco para a política educacional. Ele estabelece governança, transparência, monitoramento e o comprometimento de recursos para alcançar 19 objetivos, desdobrados em 8 temáticas, 73 metas e 372 estratégias, cobrindo todos os níveis de ensino. O plano busca garantir uma educação de qualidade para todos, essencial para a competitividade global e o desenvolvimento socioeconômico do país.

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