GOVERNO AMPLIA negociação

MEIs poderão renegociar dívidas em até 12 anos em novo programa do governo

Imagem ilustrativa de um microempreendedor individual trabalhando.
Microempreendedores Individuais (MEIs) poderão regularizar débitos com novas condições de pagamento.

Programa inédito prevê descontos de até 70% e prazo de pagamento estendido para regularização de Microempreendedores Individuais com débitos. Expectativa é beneficiar até 4 milhões de pessoas.

Microempreendedores individuais (MEIs) terão a oportunidade de renegociar dívidas por meio de um programa inédito preparado pelo governo federal. A decisão, tomada pela equipe do Ministério do Empreendedorismo, visa oferecer descontos de até 70% sobre o valor total, além de possibilitar o pagamento em até 12 anos. A iniciativa é crucial para a regularização de quem se encontra inadimplente ou teve o CNPJ cancelado, impactando diretamente a dignidade e a capacidade de trabalho desses empreendedores.

A proposta, que está em fase de finalização, deve beneficiar até 4 milhões de Microempreendedores Individuais, conforme estimativa do ministro Paulo Pereira. O programa estabelece um limite de R$ 20 mil para débitos por contribuinte e uma prestação mínima de R$ 25. Atualmente, o parcelamento de débitos para MEIs permite apenas até dois anos para quitação, com parcela mínima de R$ 50, evidenciando a ampliação significativa nas condições de pagamento oferecidas pela nova medida.

Considerado um “Refis dos MEIs”, o programa abrangerá débitos tributários em atraso e dívidas já inscritas em órgãos de cobrança. A regularização é essencial para a reativação do CNPJ de microempreendedores que tiveram seus registros suspensos devido à inadimplência, permitindo-lhes retomar suas atividades comerciais com segurança.

Paralelamente, o governo planeja enviar ao Congresso Nacional um projeto para elevar o teto de faturamento dos MEIs. A expectativa é que o limite passe para R$ 110 mil em 2027 e alcance R$ 140 mil em 2028, apoiando o crescimento e a sustentabilidade dos pequenos negócios. O ministro ressaltou que não haverá medidas de compensação fiscal para essa mudança, com um impacto financeiro estimado em cerca de R$ 4 bilhões no período.

O governo federal também avalia uma revisão do Simples Nacional, com o objetivo de corrigir distorções existentes entre as diferentes categorias de contribuintes dentro do regime tributário atual.

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