FIM DO AUXÍLIO
Governo inicia redução do subsídio à gasolina nesta semana
O subsídio atual de R$ 0,44 por litro será gradualmente reduzido. Medida visa adequação aos preços internacionais e tem como objetivo o fim total do benefício nos próximos meses.
O governo federal decidiu iniciar a redução do subsídio à gasolina, que atualmente é de R$ 0,44 por litro. A medida entrará em vigor já na próxima semana. A decisão, comunicada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem como motivação a queda nos preços internacionais do petróleo e busca o fim total do benefício para combustíveis nos próximos meses, impactando o bolso dos consumidores e a economia em geral.
A retirada do subsídio será aplicada de forma gradual e parcial neste primeiro momento, conforme informado pelo ministro Dario Durigan à Folha de São Paulo. Embora o percentual exato do corte inicial não tenha sido detalhado, a intenção é ajustar o valor à realidade dos preços internacionais, ainda que Durigan reconheça a incerteza sobre a estabilidade desses valores em decorrência de conflitos globais.
Esta iniciativa segue uma linha de ajustes econômicos iniciada pelo governo. Na terça-feira, 30 de junho, um subsídio ao diesel, no valor de R$ 0,35 por litro, já havia sido removido. A Petrobras, por sua vez, ajustou o preço do diesel na mesma proporção, sem que o repasse chegasse ao consumidor final.
Em relação à gasolina, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, avaliou nesta quarta-feira, 1º de julho, que ainda seria cedo para uma redução de preço. Ela ressaltou que a política de combustíveis da companhia acompanha as tendências internacionais, mas sem repassar imediatamente toda a volatilidade observada no mercado global.
Atualmente, o governo ainda mantém um subsídio significativo ao diesel, no montante de R$ 1,12 por litro. Dados da ANP indicam que, até o final de junho, aproximadamente R$ 2,2 bilhões já haviam sido autorizados para o pagamento deste benefício.
Além da questão dos combustíveis, o ministro Dario Durigan também abordou a reforma tributária. Ele declarou que as negociações com os setores que serão impactados pelo imposto seletivo começarão na semana seguinte, com o compromisso de enviar o projeto de lei correspondente a tempo de sua vigência iniciar em janeiro de 2027.
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