ALÍVIO ECONÔMICO

Acordo no Oriente Médio derruba dólar para abaixo de R$ 5 e leva Ibovespa a recorde

Dólar cai abaixo de R$ 5 e Ibovespa registra máxima histórica impulsionado por otimismo global.
Dólar cai abaixo de R$ 5 após início de acordo no Oriente Médio.

Moeda americana recua 0,29% e bolsa sobe 0,34% em um dia de otimismo global.

Nesta segunda-feira, 13, o mercado financeiro brasileiro reagiu com ganhos expressivos após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizando uma possível retomada de negociações com o Irã. A expectativa de um cenário geopolítico mais estável impulsionou o dólar para abaixo de R$ 5, pela primeira vez em mais de dois anos, e levou o Ibovespa a registrar um novo recorde histórico, superando os 198 mil pontos. Essa mudança reflete uma redução da aversão ao risco global, beneficiando diretamente a economia brasileira e o poder de compra dos cidadãos, ao baratear produtos importados e fortalecer a confiança dos investidores no país, um alívio em um ano marcado pela volatilidade.

A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 4,997, recuando 0,29%. Este patamar marca o menor nível do dólar desde março de 2024, após ter chegado a R$ 4,98 na mínima da sessão. No acumulado deste mês, a divisa já registra uma queda de 3,51%, elevando as perdas para 8,96% em 2026.

A desvalorização do dólar se deu logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a possível retomada de negociações com o Irã. Esse aceno diplomático diminuiu a aversão ao risco nos mercados globais, apesar do início do bloqueio do Estreito de Ormuz por forças norte-americanas — uma região vital para o transporte mundial de petróleo.

Internacionalmente, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar em relação a outras moedas fortes, também registrou queda, corroborando a tendência de enfraquecimento da moeda americana. O euro, por sua vez, encerrou o dia estável, negociado a R$ 5,876, seu menor valor desde junho de 2024.

No mercado acionário, o Ibovespa avançou 0,34%, encerrando a sessão com 198.001 pontos e alcançando o maior patamar de sua história. Durante o pregão, o índice chegou a superar os 198.100 pontos.

Esse resultado positivo foi impulsionado, em grande parte, pelas ações de companhias de commodities, como as de mineração e petróleo, somado ao fluxo constante de investimentos estrangeiros no mercado brasileiro. No acumulado do mês, o Ibovespa já registra uma alta de 5,62%, com uma valorização expressiva de 22,89% no ano.

O otimismo no Brasil refletiu-se também nas bolsas de valores norte-americanas. O índice Dow Jones subiu 0,63%, o S&P 500 avançou 1,02% – recuperando as perdas acumuladas desde o início das tensões no Oriente Médio – e o Nasdaq, que concentra empresas de tecnologia, registrou alta de 1,23%. Embora haja uma melhora no apetite por risco, os investidores permanecem vigilantes à instabilidade geopolítica.

Os preços do petróleo também registraram alta, refletindo o bloqueio de portos iranianos pelos Estados Unidos. O barril do tipo Brent valorizou 4,36%, fechando a US$ 99,36, e o WTI, referência nos EUA, subiu 2,6%, para US$ 99,08. Ambas as cotações chegaram a ultrapassar US$ 100 durante o dia, mas recuaram ligeiramente após as sinalizações de distensão diplomática.

O Estreito de Ormuz, passagem crucial para grande parte da produção mundial de petróleo, continua sob forte atenção dos investidores. Eles monitoram atentamente os desdobramentos da crise, cientes de seus potenciais impactos na inflação, no câmbio e na atividade econômica global, elementos que afetam diretamente o dia a dia da população.

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