Ações da Petrobras sobem com descoberta de petróleo no RN

A segunda descoberta de petróleo pela Petrobras na Margem Equatorial brasileira, na bacia de Potiguar, anunciada na terça-feira (9), agradou o mercado financeiro, que manteve as ações da companhia em alta no pregão desta quarta-feira (10). A despeito da queda do preço do petróleo e as especulações sobre a substituição do presidente da companhia, Jean Paul Prates, que também estão se arrefecendo.
Os papéis da empresa começaram o dia valendo R$ 38,73. Por volta das 12h20, tanto as ações preferenciais como as ordinárias da companhia subiam mais de 2% na B3 e fecharam o dia por R$ 39,59 registrando uma alta de 2,22%.
Além de dar pistas sobre as possibilidades de produção nas águas ultraprofundas da bacia Potiguar, a descoberta no poço exploratório Anhangá, na costa do Rio Grande do Norte, garante maior credibilidade sobre o aumento de reservas da companhia. Somado às atividades na Margem Equatorial brasileira, a companhia adquiriu, em 2023, novos blocos na Bacia de Pelotas, no Sul do Brasil, e participações em três blocos exploratórios em São Tomé e Príncipe, país da costa oeste da África.
A constatação de reservatórios turbidíticos de idade Albiana portador de petróleo é inédita na Bacia Potiguar e foi realizada através de perfis elétricos e amostras de óleo, que serão posteriormente caracterizados por meio de análises de laboratório. A Petrobras informou que dará continuidade às atividades exploratórias na Concessão POT-M-762_R15, visando avaliar a qualidade dos reservatórios, as características do óleo e a viabilidade técnico-comercial da acumulação.
Segundo a Ativa Investimentos, a bacia Potiguar está localizada a alguns quilômetros de distância da bacia da Foz do Amazonas, alvo principal da petroleira, e mesmo assim possui características geológicas parecidas, “o que é ótimo”, avalia a corretora.
A Ativa destaca que a nova fronteira tem potencial, sobretudo por se tratar ainda de exploração em águas ultraprofundas, onde a Petrobras é destaque global. “A descoberta coloca uma pulga na orelha do Ibama. Se existem condições parecidas com Foz do Amazonas na bacia Potiguar, fica a impressão que o que existe na Foz do Amazonas pode ter grandes proporções. Em suma, a descoberta ajuda a Petrobras a colocar pressão no órgão para agilizar a licença solicitada pela empresa e que segue parada por mais de um ano no órgão”, afirmou em nota.
Tribuna do Norte
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário