SUPERAÇÃO E RESILIÊNCIA

Sobrevivente de ataque de tubarão relata que primeira preocupação na UTI foi a faculdade

Marcela Vitória em momento de recuperação hospitalar após ataque de tubarão.
Marcela Vitória de Lima Santos, jovem que perdeu a perna em incidente com tubarão na praia de Boa Viagem, tendo alta do Hospital da Restauração, no Recife — Foto: Reprodução/redes sociais

Marcela Vitória, que perdeu a perna após incidente na Praia de Boa Viagem, manteve o foco nos estudos mesmo durante os 40 dias de internação.

A estudante de Direito Marcela Vitória, de 19 anos, demonstrou uma resiliência extraordinária ao despertar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração, em Recife. Ao relembrar sua trajetória, a jovem revelou que sua primeira preocupação, logo após recobrar a consciência, não foi o estado de sua saúde, mas a continuidade de seu curso superior.

Marcela Vitória foi vítima de um ataque de tubarão-tigre enquanto estava na Praia de Boa Viagem. O incidente resultou em ferimentos graves e na amputação de sua perna direita. Após ser resgatada, a estudante enfrentou duas cirurgias e um período de 40 dias de internação, sendo cinco deles sob cuidados intensivos na Unidade de Terapia Intensiva.

Mesmo diante da gravidade do trauma, a jovem manteve seu objetivo acadêmico intacto. Segundo relato de Marcela Vitória, ela continuou acompanhando as disciplinas do curso de Direito ainda no hospital, o que a permitiu realizar provas de forma remota e conquistar uma bolsa de estudos. O desafio atual concentra-se na fase de reabilitação e na adaptação a uma prótese, adquirida com auxílio de uma campanha solidária.

Antes do ocorrido, a estudante conciliava os livros com o trabalho como auxiliar de pizzaiolo. Agora, ela reforça que o episódio, embora doloroso, não interrompeu seu plano de seguir a carreira jurídica. O objetivo de se tornar juíza permanece como seu principal projeto de vida.

Refletindo sobre o processo de recuperação, Marcela Vitória destaca a importância da rede de apoio formada por amigos, familiares e pessoas solidárias. A jovem enfatiza que prefere focar nos aprendizados e no carinho recebido, mantendo o otimismo diante do futuro: "Eu perdi um membro, mas ganhei muita coisa boa. Isso só vai me deixar mais forte. Vamos viver, estudar, trabalhar e aproveitar tudo de bom que a vida tem".

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