Maré alta provocada por eclipse solar causa destruição e leva ninhos de tartarugas no litoral do RN

Maré alta provocada por eclipse solar causa destruição e leva ninhos de tartarugas no litoral do RN
FOTO: REPRODUÇÃO
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O fim de semana foi de destruição em vários pontos do litoral do Rio Grande do Norte. A maré alta avançou em diversos trechos e destruiu barracas em Maxaranguape, parte de um condomínio entre São Miguel do Gostoso e Touros, danificou uma escada em Pipa e invadiu um restaurante na praia de Muriú, em Ceará-Mirim.

Ainda em Maxaranguape, o avanço do mar levou ninhos de tartarugas, além de bandeiras e estacadas utilizadas para sinalizar os ninhos. De acordo com o projeto Tartarugas Ao Mar, que monitora a área, informou que pelo menos 30 ninhos foram levados pela força do mar.

Além disso, outros ninhos foram soterrados e, com o acréscimo de areia em cima do ninho, o desenvolvimento dos filhotes foi interrompido. "É triste demais, um trabalho árduo que em um único dia é destruído. Desde 2018 não temos uma perda tão grande", disse Isadora Barreto, coordenadora do projeto.

De acordo com Rodrigo de Freitas, professor do Departamento de Geografia da UFRN, a maré alta registrada nesse domingo (30) atingiu 2,63 metros, sendo a maior do ano até aqui. Segundo ele, a explicação é astronômica.

"Foi motivada pelo alinhamento entre o sol, a lua e a terra", afirmou. Em outras palavras, a maré alta foi influenciada pelo eclipse solar ocorrido no último sábado (29). No Brasil, o fenômeno só foi visível em uma pequena faixa do estado Amapá.

Projeto Tartarugas ao Mar

Atualmente, o Projeto Tartarugas ao Mar monitora mais de 180 ninhos de tartarugas marinhas distribuídos pelas praias dos municípios de Maxaranguape, Ceará-Mirim, Parnamirim e Nísia Floresta.

O trabalho realizado pelo projeto é voluntário e envolve um rigoroso monitoramento noturno e diurno nas praias, garantindo uma cobertura abrangente para a proteção das tartarugas marinhas.

"Nesse avanço da maré perdemos várias estacas e bandeiras usadas pra sinalizar os ninhos. Então além da perda ambiental, temos um prejuízo financeiro pro projeto que é mantido por meio de doações”, disse Isadora Barreto.

Portal da Tropical

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