Comitiva de hoteleiros do RN segue para Brasília em missão estratégica pela manutenção do Perse

Comitiva de hoteleiros do RN segue para Brasília em missão estratégica pela manutenção do Perse
FOTO: DIVULGAÇÃO
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O Governo Federal propõe extinguir, já em abril, o Programa de Emergência de Retomada do Setor de Eventos (Perse), que prevê um benefício fiscal de R$ 15 bilhões para o setor. Diante da ameaça, hoteleiros do Rio Grande do Norte e de todo o país, liderados pela ABIH Nacional e seu presidente, Manoel Linhares, unem-se em um ato em defesa do programa, marcado para esta quinta-feira (27), no Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Criado em 2021, durante a pandemia, o Perse foi essencial para auxiliar empresas em crise, oferecendo benefícios fiscais e incentivando a modernização da infraestrutura hoteleira. Entre suas principais medidas estão a redução da carga tributária, a desburocratização de processos e o estímulo ao crédito.

Para Edmar Gadelha, presidente da Associação Brasileira de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN), a manutenção do programa é crucial para sustentar o crescimento e a competitividade do turismo no estado e no país.

"A maciça participação dos hoteleiros nesta audiência pública demonstrará a força do setor, responsável por 35% do PIB potiguar", destaca Gadelha. "Vamos solicitar informações e cobrar transparência do governo, para que seja divulgado quais empresas e de quais segmentos foram incluídas no programa - já que algumas aparentam ter ultrapassado o teto de 15 bilhões."

Segundo dados do Ministério do Turismo e da Organização Mundial do Turismo, em 2023, o turismo gerou 2,5 milhões de empregos diretos no Brasil, com estimativas apontando para mais 4 a 5 milhões de vagas indiretas. No total, o setor impacta cerca de 7 a 8 milhões de postos de trabalho, incluindo formais e informais.

Fim do Perse

Nesta segunda-feira (24), a Receita Federal anunciou oficialmente que o Perse atingiu o teto de R$ 15 bilhões em gastos. Conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU), a partir de abril, empresas dos setores de eventos, turismo e alimentação voltarão a pagar os impostos que estavam suspensos pelo programa.

A decisão preocupa o setor hoteleiro, que vê no Perse um pilar essencial para a recuperação econômica e o fortalecimento do turismo nacional. A mobilização em Brasília busca pressionar o governo a rever a medida e garantir a continuidade do programa.

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