FROTA ESTADUAL
Rio Grande do Norte registra 48,8 veículos por habitante, aponta Detran/RN
Levantamento do Detran/RN de 2025 revela que o estado tem mais de 1,6 milhão de veículos para 3,4 milhões de habitantes. Natal lidera em números absolutos, mas cidades menores apresentam maior índice proporcional.
O Rio Grande do Norte contabilizou em 2025 um total de 1.686.150 veículos para uma população estimada em 3.455.236 habitantes. Esse dado resulta em uma média de 48,8 veículos para cada 100 pessoas, conforme aponta o Setor de Estatística do Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran/RN). A análise detalhada permite compreender a distribuição da frota entre os 167 municípios potiguares e seus impactos.
Essa métrica, conhecida como taxa de motorização, compara a quantidade de veículos registrados com o número de moradores de cada localidade. Embora não signifique que cada habitante possua um carro, ela oferece uma visão crucial sobre a influência da frota na mobilidade urbana, no fluxo de trânsito, na disponibilidade de estacionamento e no planejamento das cidades.
Natal se destaca como o município com a maior frota do estado, acumulando 465.749 veículos e uma taxa de 59,4 por 100 habitantes. Mossoró aparece em segundo lugar, com 214.520 veículos e um índice de 77,0, seguida por Parnamirim, que registra 140.547 veículos e uma taxa de 51,7. Juntas, estas três cidades concentram quase metade de todos os veículos emplacados no RN.
Os dados também evidenciam que os maiores índices proporcionais de veículos por habitante não se concentram nas cidades mais populosas. Jaçanã lidera o ranking estadual com 93,1 veículos a cada 100 habitantes, seguida por Pau dos Ferros, com 90,9, e Caicó, com 87,7. Mossoró também figura entre os destaques nesse indicador proporcional.
Em contrapartida, os menores índices foram registrados em Caiçara do Norte (19,3), Galinhos (19,6), Afonso Bezerra (20,7) e Espírito Santo (20,9). Esses números refletem as distintas realidades de renda, urbanização e acesso a meios de transporte nas diferentes regiões do estado.
Segundo Hamurab Figueiredo, subcoordenador de Educação para o Trânsito do Detran/RN, o levantamento sublinha que os desafios relacionados ao trânsito extrapolam os limites das grandes metrópoles, demandando atenção em municípios de todos os portes. Ele enfatiza a necessidade de garantir a segurança de pedestres, motociclistas, ciclistas e do transporte escolar.
A taxa de motorização, portanto, atua como um termômetro da mobilidade potiguar, indicando as áreas de maior concentração de frota e, consequentemente, de maior pressão sobre a infraestrutura viária existente.
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