GOVERNADOR EXPLICOU REAJUSTE

Zema revela aumento salarial de 300% em MG justificado por "populismo" de Aécio

Romeu Zema em evento público.
Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo.

Romeu Zema alega ter corrigido medida de seu antecessor, Aécio Neves, que cortou salários pela metade. Decisão foi tomada em 2023 e levada ao STF.

O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, explicou que decidiu reajustar seu próprio salário em 300% quando ocupava o cargo de governador de Minas Gerais. A medida, sancionada em 2023, elevou a remuneração do governador, vice-governador e secretários de primeiro escalão. Segundo Zema, a ação teve como objetivo corrigir uma decisão anterior, classificada por ele como "populista", tomada durante a gestão do ex-governador Aécio Neves (PSDB).

Em entrevista ao Poder360 nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, Zema declarou: "Em 2007 o então governador de Minas Gerais, numa medida populista, reduziu o salário dele e dos secretários pela metade, para poder fazer algo que agradasse a população. Quando eu assumi, eu falei que ia corrigir essa questão". O salário do governador, que antes era de R$ 41.000 mensais, foi reajustado. O caso chegou a ser levado ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi arquivado.

Zema se referiu à política implementada por Aécio Neves, que governou o Estado de 2003 a 2010. Naquele período, Neves cortou sua própria remuneração, a do vice e a dos secretários pela metade, estabelecendo o teto do Executivo mineiro em R$ 10.500. O atual pré-candidato à Presidência criticou essa prática, afirmando que o teto era "para inglês ver", pois era compensado por benefícios e complementos que elevavam significativamente a remuneração total. "Hoje, se um secretário recebe R$ 30.000, ele recebe R$ 30.000. Antes, falavam que o secretário ganhava R$ 7.000, mas ele tava ganhando R$ 70.000", argumentou.

O pré-candidato a presidente ressaltou que sua decisão foi motivada por "uma questão de transparência, para não ficar maquiando as coisas, como no passado". Ele também mencionou que doou integralmente seu salário desde o início de seu governo. Zema ainda apontou uma disparidade salarial corrigida por sua medida: "Um secretário de Saúde e de Educação de Minas Gerais, que é um Estado com 21 milhões de habitantes, estava ganhando 1/3 de um secretário de Saúde municipal de uma cidade pequena. Em nenhum Exército do mundo um sargento ganha mais que um general, só em Minas Gerais que isso acontecia", disse.

O PSDB avalia lançar Aécio Neves como candidato a presidente da República. A reportagem procurou o deputado federal e ex-governador mineiro para comentar as declarações de Zema. Até a publicação desta matéria, não houve resposta. O espaço permanece aberto e será atualizado caso haja manifestação.

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