FUTURO INFANTIL EM RISCO

Zema defende trabalho infantil se eleito Presidente

Romeu Zema em entrevista, com expressão séria.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema concede entrevista ao Metrópoles.

Ex-governador de Minas Gerais reiterou a proposta no Dia do Trabalho, 1º de maio de 2026, e critica o Bolsa Família.

Belo Horizonte — Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, reiterou nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, sua polêmica defesa de que crianças deveriam ter permissão para trabalhar no Brasil, caso seja eleito. As declarações, concedidas durante entrevista ao Podcast Inteligência Ltda no Dia do Trabalho, ocorrem em um momento-chave da corrida presidencial e sinalizam uma possível mudança radical nas políticas de proteção à infância no país, com impacto direto na dignidade e no futuro de milhões de crianças e adolescentes. A visão do pré-candidato, que compara a realidade brasileira à de países como os Estados Unidos da América, onde, segundo ele, crianças entregam jornais, critica o que chama de “noção da esquerda” de que o trabalho infantil prejudica as crianças. Para Zema, essa perspectiva impede que os jovens brasileiros adquiram responsabilidade e experiência desde cedo, um pilar de sua plataforma eleitoral para a Presidência. Caso seja eleito, Zema prometeu reverter a situação atual. “Tenho certeza que nós vamos mudar”, afirmou, sugerindo que uma de suas primeiras ações seria revisar a legislação vigente sobre o trabalho de menores. Críticos da proposta alertam para os riscos de retrocesso nos avanços sociais e nos direitos fundamentais de crianças e adolescentes, que podem ser expostos a exploração e ter seu desenvolvimento educacional e físico comprometido.

Outras propostas polêmicas

Além da defesa do trabalho infantil, Zema já havia provocado debate intenso no dia 16 de abril. Durante um evento em São Paulo para apresentar seu plano de governo, ele criticou o programa Bolsa Família. Na ocasião, o empresário afirmou que, se chegar à Presidência, obrigará os beneficiários que ele chamou de “marmanjões” a aceitar propostas de emprego sob pena de perderem o auxílio. Essa medida visa, segundo ele, combater a dependência de programas sociais, mas levanta questionamentos sobre a rede de segurança social e a dignidade das pessoas em situação de vulnerabilidade.

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