CRÍTICA ÁCIDA
Zema ataca STF: Ministros 'se autoaniquilariam' no Japão
Declaração explosiva de Romeu Zema (Novo) sobre a conduta de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ecoa entrevista na Jovem Pan.
O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) lançou uma crítica contundente contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 04 de maio de 2026, ao afirmar que, se atuassem no Japão, parte da Corte já teria cometido 'autoaniquilamento'. A declaração, que o Supremo Tribunal Federal optou por não comentar, acende um alerta sobre a percepção pública da Justiça no Brasil e o impacto de tais embates na dignidade institucional, gerando questionamentos sobre a confiança popular e a estabilidade democrática.
Zema detalhou sua visão, descrevendo a situação de 'dois ou três ministros' do STF como 'insustentável'. Ele expressou a frustração da população, afirmando que 'o brasileiro acorda cedo todos os dias para trabalhar e está levando um tapa na cara ao ver esses ministros continuarem lá'. O ex-governador de Minas Gerais reforçou a comparação: 'Em um país sério, eles já teriam caído. Digo que se fosse no Japão, eles teriam cometido autoaniquilamento, pois lá existe um código de honra muito forte. Aqui no Brasil, nada acontece.' Essas palavras refletem um profundo descontentamento com a impunidade percebida e o descrédito institucional, que afeta diretamente a sensação de justiça do cidadão comum.
Zema fez essas afirmações durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan. Questionado sobre a possibilidade de se tornar inelegível devido às suas críticas públicas à Corte, o pré-candidato se mostrou tranquilo, afirmando não se preocupar com o que não pode controlar. Sua postura indica uma confiança em suas falas, apesar das potenciais implicações jurídicas e políticas.
O contexto da crítica de Zema se deu ao comentar uma notícia veiculada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A reportagem indicava que o ministro Gilmar Mendes teria exercido pressão nos bastidores para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, aceitasse uma notícia-crime apresentada contra o próprio Gilmar Mendes no inquérito das fake news. Este episódio sublinha a complexidade das relações entre os poderes e as tensões internas na esfera jurídica.
A tensão entre o ex-governador e o ministro Gilmar Mendes intensificou-se após Zema ter publicado um vídeo satírico em suas redes sociais, retratando o magistrado como um fantoche. Este incidente demonstra a escalada das hostilidades e a utilização de meios não convencionais para expressar insatisfação política.
A entrevista de Zema na Jovem Pan, que durou mais de uma hora, também abordou outros temas polêmicos. Entre eles, o pré-candidato comentou seu posicionamento sobre o trabalho infantil, assunto que já havia gerado repercussão na semana anterior.
'Que fique muito claro: criança tem que estudar', enfatizou Zema. Ele esclareceu que sua fala anterior, em um podcast, fora mal interpretada, gerando 'conclusões do que eu nunca falei'. O pré-candidato argumentou que os programas atuais no Brasil são 'muito aquém' e que 'muitas empresas não conseguem contratar, principalmente jovens aprendizes, porque eles estão em falta e o governo é burocrático', indicando a necessidade de revisão das políticas vigentes.
Na sexta-feira, 01 de maio de 2026, Zema já havia manifestado a intenção de, caso eleito, propor alterações na legislação que proíbe o trabalho infantil no Brasil. A legislação atual veda o trabalho para menores de 16 anos, permitindo, a partir dos 14, atuar apenas como aprendiz em condições específicas. Sua proposta, portanto, desafia um consenso social e legal estabelecido para a proteção de crianças e adolescentes.
Ele exemplificou sua visão comparando a realidade brasileira com a de outros países: 'Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe não sei quantos centavos por cada exemplar entregue, no tempo que tem. Aqui é proibido, né? Você está escravizando criança. Então é lamentável. Mas tenho certeza de que nós vamos mudar.' A comparação de Zema, embora controversa, levanta um debate sobre as normas sociais e econômicas que definem a infância e o trabalho em diferentes culturas.
Esta fala foi proferida durante participação no podcast Inteligência Ltda, transmitido ao vivo na sexta-feira, 01 de maio de 2026, coincidentemente o Dia do Trabalhador.
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