CONDUTA MÉDICA INVESTIGADA

Família denuncia exposição de empresária pelo médico após morte de paciente

Imagem da empresária Andreia Vieira Gaspar.
Familiares buscam justiça após morte decorrente de complicações pós-operatórias.

Enquanto a paciente lutava pela vida, fotos foram publicadas em rede social. MP-GO apura possível negligência em cirurgia de R$ 118 mil.

A família da empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, denunciou o uso indevido de sua imagem pelo cirurgião plástico responsável pelo seu procedimento estético. Segundo relatos, o médico publicou registros da paciente em suas redes sociais enquanto ela ainda estava internada, mantendo o conteúdo disponível mesmo após o óbito da mulher, ocorrido na madrugada do dia 12/08 em um hospital de Goiânia.

O caso, que ganhou repercussão após a família apresentar registros das postagens, é investigado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO). O órgão pediu a abertura de inquérito policial para apurar a possível prática de homicídio culposo, diante das denúncias de negligência no atendimento prestado à paciente.

Andreia, que residia na Espanha há cinco anos, planejava a cirurgia havia dois anos e investiu R$ 118 mil no procedimento. Conforme o relato de sua irmã, Djiane Vieira, a empresária não teria passado por uma avaliação presencial com o médico antes da intervenção, tendo enviado exames realizados no exterior que apresentavam alterações bacterianas. O encontro médico, agendado para o dia 10/08, teria sido cancelado.

A situação crítica atingiu seu ápice no dia 11/08, quando, após retornar ao quarto apresentando inchaço e dificuldade respiratória, a família implorou por socorro via mensagens a membros da equipe. A causa da morte foi identificada como trombose aguda.

Em nota, o médico Lessandro Martins lamentou o falecimento e expressou solidariedade aos familiares. O profissional justificou que, por imposição do Código de Ética Médica, não comentará dados clínicos ou detalhes do atendimento publicamente, mantendo o sigilo e declarando que prestará esclarecimentos aos órgãos competentes. O Hospital Ankar, por meio de sua defesa, afirmou que a paciente recebeu assistência de emergência imediata e que todos os registros do atendimento foram documentados para investigação.

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