SEGURANÇA E PROTEÇÃO

Viracopos capacita funcionários para combater o tráfico de pessoas

Funcionários do Aeroporto Internacional de Viracopos em sala de treinamento.
Funcionários de Viracopos em treinamento sobre identificação de vítimas de tráfico - Foto: Reprodução/EPTV

Treinamento focado em Direitos Humanos orienta colaboradores do Aeroporto Internacional de Campinas a identificar sinais de exploração e proteger potenciais vítimas.

O Aeroporto Internacional de Viracopos, localizado em Campinas (SP), implementou uma capacitação estratégica para seu corpo funcional visando o combate ao tráfico de pessoas e à exploração sexual. A iniciativa foi realizada na tarde desta sexta-feira (31), reunindo 75 profissionais diretamente ligados ao atendimento aeroportuário, como parte de um esforço contínuo que já contemplou cerca de 2,5 mil trabalhadores.

Com duração de duas horas, o treinamento segue as diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e prioriza uma abordagem humanizada. O objetivo central é capacitar os funcionários a identificar comportamentos atípicos e irregularidades documentais, conhecidas no meio técnico como red flags, sem recorrer a estereótipos de perfil ou aparência física.

De acordo com Graziella Rocha, consultora da Childhood, a análise deve ser pautada pelo caso concreto e pela observação de sinais de vulnerabilidade. O programa engloba diversas modalidades de crimes, incluindo a exploração sexual de crianças e adolescentes, trabalho análogo à escravidão, adoção ilegal e migração forçada associada à servidão.

A coordenadora de segurança de Viracopos, Renata Almeida, destacou que a estrutura visa criar uma rede de proteção eficiente. A orientação repassada às equipes é de não realizar investigações particulares, mas sim identificar os riscos, acolher a pessoa vulnerável e acionar o fluxo interno estabelecido pelo aeroporto para o encaminhamento aos órgãos competentes.

O treinamento ganha relevância diante dos dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que aponta que 80% das vítimas de tráfico passam por pontos oficiais de fronteira, como aeroportos. Além disso, a capacitação reforça que a busca por refúgio é um direito garantido, diferenciando situações de perseguição de crimes de tráfico ou contrabando de migrantes.

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