DINHEIRO PÚBLICO EM XEQUE
Verba da Alesp custeou aluguel de imóvel vazio ligado a assessora de Luiz Fernando Teixeira
Parlamentar petista destinou recursos da Alesp para o aluguel de um imóvel que permaneceria desocupado, levantando questionamentos sobre a finalidade da verba.
O deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT-SP) destinou verbas da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para custear o aluguel de um sobrado que permaneceria desocupado em São Bernardo do Campo, conforme apuração realizada nesta segunda-feira, 20/07/2026. A medida, que envolve recursos públicos do gabinete do parlamentar, levanta dúvidas sobre a necessidade e a finalidade do contrato firmado com uma assessora de sua própria equipe.
O imóvel, localizado nas proximidades do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, é alugado desde março de 2019 de Ana Paula Rosseto. A situação ganha contornos de complexidade administrativa, visto que a proprietária passou a integrar o gabinete do parlamentar em 2025. Dados do portal da transparência da Alesp apontam que, entre março de 2019 e maio de 2026, a assessora recebeu R$ 550,8 mil, somando salários e o valor do aluguel.
Vizinhos relataram que o imóvel aparenta estar vazio, sem sinais de atividade administrativa ou circulação de pessoas, pelo menos desde abril de 2026. Questionado, Luiz Fernando Teixeira afirmou em nota que encerrou o contrato de locação em junho de 2026, embora a finalidade original da ocupação do espaço não tenha sido esclarecida.
O caso se soma a um histórico de controvérsias envolvendo o gabinete. Ana Paula Rosseto, que também atua como esteticista, teve sua rotina profissional exposta após reportagens apontarem a diversidade de suas ocupações. Além disso, o histórico do parlamentar inclui investigações anteriores do Ministério Público de São Paulo (MPSP) por suspeitas de nepotismo cruzado, envolvendo trocas de nomeações com outros políticos da região, como a vereadora Ana do Carmo (PT).
Luiz Fernando Teixeira, que cumpre seu terceiro mandato na Alesp e é pré-candidato à reeleição em 2026, nega irregularidades e afirma que investigações anteriores sobre nepotismo foram arquivadas. O parlamentar e os demais citados não responderam aos contatos da reportagem para esclarecimentos adicionais. O espaço permanece aberto para manifestações.
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