RECURSOS EM DISPUTA

Venezuela solicita ao rei Charles III liberação de ouro para auxílio pós-terremoto

Sede do Banco da Inglaterra em Londres vista da rua.
Sede do Banco da Inglaterra em Londres • REUTERS/Carlos Jasso/File Photo

Delcy Rodríguez busca acesso a reservas no Banco da Inglaterra e no FMI para financiar a reconstrução após tragédia que deixou milhares de vítimas.

O governo da Venezuela solicitou formalmente a liberação de suas reservas financeiras internacionais, incluindo ouro retido no exterior e ativos no Fundo Monetário Internacional, para financiar a reconstrução das áreas atingidas por terremotos. A solicitação foi oficializada na quarta-feira, 08/07/2026, pela presidente interina Delcy Rodríguez, que enviou uma carta ao rei Charles III, do Reino Unido, e manteve contato direto com a diretora do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva.

A iniciativa, anunciada na quarta-feira, 08/07/2026, por meio da VTV, busca utilizar os recursos para amenizar o impacto da tragédia sobre a população civil. Segundo dados oficiais atualizados na quarta-feira, 08/07/2026, os sismos resultaram em 3.811 mortes, além de deixar 16.000 feridos e quase 18.000 pessoas desabrigadas. O acesso a esses valores é considerado pela administração de Caracas como uma medida urgente para garantir dignidade e assistência básica aos afetados.

O impasse jurídico sobre as 31 toneladas de ouro venezuelanas depositadas no Banco da Inglaterra persiste há anos, uma vez que tribunais britânicos negam o acesso ao governo de Nicolás Maduro devido a questões sobre o reconhecimento da liderança política. Paralelamente, a Venezuela possui 3,568 bilhões de DES (Direitos Especiais de Saque) no FMI, montante equivalente a aproximadamente US$ 5,1 bilhões.

Em seu pronunciamento, Delcy Rodríguez reforçou que o país possui capacidade de recuperação, desde que os ativos bloqueados sejam liberados. Ela reiterou o apelo pelo fim das sanções internacionais que impedem a utilização de fundos depositados em diversas partes do mundo. A decisão final sobre a liberação desses valores permanece sob jurisdição das instituições financeiras e tribunais estrangeiros, sem previsão de resolução imediata.

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