CENÁRIO POLÍTICO VENEZUELANO
Donald Trump avalia que Venezuela não está pronta para eleições após captura de Nicolás Maduro
O presidente dos Estados Unidos declarou que o país sul-americano ainda não possui condições para o pleito, focando na exploração de petróleo e na atuação de Delcy Rodríguez.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a Venezuela ainda não apresenta as condições necessárias para a realização de eleições democráticas. A avaliação foi feita na sexta-feira (24), quase oito meses após a operação conduzida por Washington que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro em janeiro.
Durante coletiva na Casa Branca, o republicano ponderou que, embora o cenário ainda careça de maturidade política, houve avanços relevantes. Trump aproveitou a oportunidade para elogiar a gestão de Delcy Rodríguez, que assumiu o comando do regime após a queda de seu antecessor, descrevendo o trabalho da dirigente como fantástico.
O foco da administração americana parece ter se deslocado para a viabilidade econômica do território, especialmente na produção de petróleo. O mandatário destacou que o envio da commodity para refinarias em Houston, no Texas, e em Louisiana, tem servido para custear as intervenções militares realizadas pelos EUA na região.
Apesar da retórica sobre progresso, a situação dos direitos humanos permanece sob escrutínio. Embora o regime tenha anunciado o fechamento do centro de detenção Helicóide, organizações de direitos humanos alertam que centenas de pessoas continuam presas sem o devido processo legal. Em março, a missão da ONU reforçou que as estruturas institucionais repressivas persistem, um ponto destacado pela advogada Maria Eloisa Quintero ao exigir reformas profundas.
Enquanto o cenário político interno permanece instável, a presença econômica americana se consolida. A Chevron ampliou seus investimentos no país, com acordos apresentados por Delcy Rodríguez em abril como fundamentais para a recuperação da renda venezuelana. A posição de Washington, contudo, gera desconforto na oposição liderada por María Corina Machado, que ainda busca articular uma transição democrática, mesmo sob o desdém de Donald Trump sobre sua liderança.
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