SAÚDE PÚBLICA INFANTIL
Várzea Grande amplia proteção de bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório
A Prefeitura de Várzea Grande disponibiliza o anticorpo Nirsevimabe para prematuros e crianças com comorbidades, reforçando o combate ao VSR pelo SUS.
A administração municipal de Várzea Grande determinou a oferta do Nirsevimabe para garantir proteção imediata a bebês prematuros e crianças com condições clínicas vulneráveis, visando reduzir as hospitalizações graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A iniciativa, consolidada no domingo, 12/07/2026, integra as estratégias do Sistema Único de Saúde (SUS) para mitigar os riscos de bronquiolite e pneumonia, que frequentemente sobrecarregam as unidades de terapia intensiva pediátrica durante os meses de maior circulação viral.
O que é o Nirsevimabe?
Diferente de um imunizante tradicional, o Nirsevimabe atua como um anticorpo pronto. Ao ser administrado, ele confere ao organismo do bebê uma defesa imediata contra o Vírus Sincicial Respiratório. Essa medida é fundamental para preservar a dignidade e a integridade física de pacientes que, devido à imaturidade do sistema imunológico, possuem alto risco de agravamento clínico ao contrair o vírus.
Critérios de atendimento
Segundo a Prefeitura de Várzea Grande, o medicamento é destinado a grupos prioritários, incluindo prematuros nascidos com menos de 37 semanas de gestação. Além destes, a proteção abrange crianças de até 24 meses com comorbidades específicas, como:
- Crianças com doença cardíaca congênita com impacto no funcionamento do coração;
- Crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade;
- Crianças com imunocomprometimento grave;
- Crianças com fibrose cística;
- Crianças com doenças neuromusculares;
- Crianças com alterações congênitas das vias aéreas;
- Crianças com Síndrome de Down.
Onde buscar a imunização
A aplicação ocorre na Maternidade Pública Dr. Francisco Lustosa e em Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A UBS Jardim Glória foi pioneira na rede de atenção primária ao oferecer o recurso. Desde fevereiro, a rede já realizou 19 aplicações em recém-nascidos prematuros, sendo que a liberação do fármaco permanece condicionada à avaliação médica e ao ganho de peso necessário para cada paciente.
Dados do Ministério da Saúde apontam que o VSR é responsável por 80% dos casos de bronquiolite e 60% das pneumonias em menores de dois anos no Brasil, especialmente durante o inverno, quando a circulação viral atinge níveis críticos.
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