ECONOMIA E SAÚDE
Variação de preços de remédios genéricos chega a 230% em Sorocaba
Levantamento do Procon em 14/07/2026 alerta para a importância da pesquisa e aponta estratégias para o consumidor manter tratamentos ativos sem comprometer o orçamento.
Uma pesquisa realizada pelo Procon revelou uma disparidade alarmante no mercado farmacêutico de Sorocaba (SP). Em 14/07/2026, o órgão confirmou que a diferença de preços de um mesmo medicamento genérico pode ultrapassar 230% na cidade, impactando diretamente a dignidade e a capacidade financeira das famílias que dependem de uso contínuo de remédios.
O levantamento detalhou os valores praticados em sete estabelecimentos locais, analisando um total de 67 itens, sendo 34 de referência e 33 genéricos. A realidade vivida por consumidores como a entregadora Cleonice Munin, que se desloca de Alumínio (SP) até Sorocaba em busca de preços justos, ilustra o peso dessa oscilação no cotidiano de quem precisa equilibrar saúde e custo de vida.
Dados técnicos exemplificam a magnitude da variação: a dipirona genérica em gotas (500 mg) foi encontrada com valores que oscilaram entre R$ 2,71 e R$ 9,14. Segundo a farmacêutica Regiane Garcia Cláudio, essa flutuação decorre de estratégias comerciais dos laboratórios, incluindo investimentos em marketing e capacitação de equipes, além da diferença operacional entre as vendas presenciais e as realizadas via internet.
Para minimizar o impacto financeiro, o Procon recomenda que o consumidor consulte o preço máximo permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes da compra. Além disso, a farmacêutica Fabiana da Silva Nunes Oliveira reforça a importância do diálogo com médicos para a escolha de genéricos seguros e a verificação de convênios entre farmácias, laboratórios e planos de saúde.
Para pacientes que enfrentam desafios na continuidade do tratamento, como a servidora pública Vanessa Ferri, a confiança na eficácia dos genéricos — que possuem os mesmos princípios ativos dos medicamentos de marca — é fundamental. Em cenários de restrição orçamentária, a busca por farmácias comunitárias, como o Instituto Casa Cattani, surge como uma alternativa essencial. O local aceita doações de medicamentos dentro do prazo de validade, que são posteriormente distribuídos à população mediante apresentação de receita médica, conforme explica o farmacêutico Guilherme Polkowski.
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