TENSÃO COMERCIAL EXTERNA

Governo avalia medidas de resposta ao tarifaço de 25% imposto pelos EUA

Reunião do governo para discutir tarifas dos EUA
Representantes do governo se reúnem com setores econômicos para avaliar os impactos das novas tarifas americanas.

Administração federal analisa aplicação da Lei de Reciprocidade e estratégias de apoio para empresas impactadas pela taxação americana.

O Governo brasileiro intensificou, nesta quarta-feira (22), as reuniões com representantes de diversos setores produtivos para definir as estratégias de resposta à imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos nacionais pelos Estados Unidos. A medida, confirmada na semana passada pelo governo Trump, decorre de uma investigação do Escritório de Comércio dos EUA (USTR) fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

A aplicação das sobretaxas atinge diretamente o equilíbrio comercial entre os dois países. O governo brasileiro, que classificou a decisão como um marco lastimável, estuda o acionamento da Lei de Reciprocidade, mecanismo aprovado pelo Congresso Nacional que permite ao Brasil aplicar medidas equivalentes contra sanções consideradas injustas. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, enfatizou que o uso dessa lei não configura retaliação, mas uma salvaguarda do interesse nacional.

Enquanto a diplomacia avalia a implementação da Lei de Reciprocidade junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), empresários buscam alternativas para mitigar os prejuízos. Setores afetados têm sugerido a ampliação do plano Brasil Soberano, visando ampliar as linhas de crédito em detrimento de uma escalada tarifária, que poderia elevar os custos operacionais para ambos os lados.

O impasse comercial tem raízes em pontos sensíveis nas tratativas bilaterais, como o sistema PIX, o acesso do etanol americano ao mercado interno brasileiro e tributações sobre plataformas digitais. O governo Lula sustenta que tais pautas são inegociáveis, enquanto autoridades americanas, como o secretário de Estado Marco Rubio e o representante de Comércio Jamieson Greer, argumentam que as tarifas buscam reverter práticas que prejudicam a competitividade dos Estados Unidos.

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