CRESCIMENTO CONSISTENTE
Varejo do Rio Grande do Norte avança 4,8% em abril e completa 13 meses de alta
Desempenho em abril superou a média nacional, impulsionado por combustíveis e supermercados. O setor acumula alta de 6% no ano.
O comércio varejista do Rio Grande do Norte registrou uma expansão de 4,8% em abril de 2026, comparado ao mesmo mês de 2025. A decisão de manter essa trajetória positiva foi consolidada pela análise dos dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e compilada pelo Instituto Fecomércio RN (IFC). Este resultado, que representa o 13º mês consecutivo de crescimento, é fundamental pois demonstra a resiliência e a força da economia local, superando significativamente a média nacional.
Impulsionado principalmente pelos segmentos de combustíveis e lubrificantes e de hipermercados e supermercados, o avanço de 4,8% no Rio Grande do Norte superou em mais de quatro vezes a média brasileira de 1,0% no mesmo período. Entre as unidades da federação, o Estado obteve o quarto melhor desempenho nacional e o segundo no Nordeste, atrás apenas de Pernambuco, que registrou 8,9%.
Essa performance robusta, que se estende desde o segundo semestre de 2025, está atrelada à manutenção de um mercado de trabalho aquecido, ao aumento da renda familiar e à melhoria nos indicadores de crédito. A diminuição da inadimplência, evidenciada em levantamentos recentes da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e da própria Fecomércio, também fortalece o poder de consumo da população potiguar, impactando positivamente a dignidade e o bem-estar das famílias.
O setor de combustíveis contribuiu de forma expressiva, beneficiado pela recuperação da demanda, ajustes de preços e maior circulação de pessoas e mercadorias. Já os supermercados refletem a estabilidade no consumo de bens essenciais, amparado pela gradual melhora do poder de compra das famílias.
Ao considerar o comércio varejista ampliado, que engloba também vendas de veículos, motocicletas, peças e material de construção, o desempenho do Estado foi ainda mais expressivo, com crescimento de 5,4% em abril, impulsionado sobretudo pelo aquecimento do mercado automotivo.
O setor de veículos tem se recuperado consistentemente desde 2025, favorecido pela expansão do crédito, pela redução de juros e pela maior disponibilidade de modelos eletrificados e híbridos, compensando a performance mais modesta de outros segmentos do varejo ampliado.
No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, a receita do comércio varejista potiguar avançou 6%, o melhor início de ano desde 2018 e significativamente acima da média nacional de 2,0%. Isso consolida o Rio Grande do Norte como um dos mercados mais dinâmicos da região.
Especialistas ponderam que parte desse desempenho é influenciada pela base de comparação mais baixa de 2025, quando o varejo potiguar cresceu apenas 1,2% contra 2,3% da média brasileira. Contudo, a análise do IFC sugere que os resultados vão além do efeito estatístico, refletindo um ambiente econômico mais favorável ao consumo, com taxas de inadimplência em Natal no menor nível desde 2015 e saldo positivo nas contratações formais. O turismo e o aumento do fluxo de passageiros no Aeroporto de Natal também impulsionam o comércio e os serviços.
No varejo ampliado, o acumulado de janeiro a abril de 2026 atingiu 4,2%, um resultado positivo, embora mais moderado que o do comércio restrito, devido ao ritmo de recuperação mais gradual de segmentos como material de construção.
A Fecomércio RN avalia que os números comprovam a capacidade de recuperação do setor e a trajetória de expansão acima da média nacional. O desafio futuro reside em sustentar esse ritmo diante de juros elevados, pressões sobre o crédito e incertezas internacionais. Ainda assim, o varejo potiguar se mantém como um dos principais motores da economia do Estado em 2026.
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