VACINA SALVA VIDAS

Vacina contra HPV zera mortes por câncer de colo do útero na Inglaterra

Gráfico mostrando a redução de mortes por câncer de colo do útero após introdução da vacina contra HPV na Inglaterra.
Vacina contra HPV zera mortes por câncer de colo do útero em jovens na Inglaterra

Estudo aponta que nenhuma jovem entre 20 e 24 anos morreu da doença entre 2020 e 2024; 200 óbitos foram evitados desde a introdução da imunização. O HPV é o principal causador do câncer.

Nenhuma mulher na Inglaterra entre 20 e 24 anos morreu de câncer de colo do útero entre 2020 e 2024. A decisão de vacinar amplamente contra o HPV (vírus do papiloma humano) é responsável por esse marco histórico, que demonstra a eficácia da imunização na prevenção da doença. O impacto na dignidade humana é imensurável, pois a vacina protege jovens mulheres da ameaça fatal de um câncer totalmente evitável.

A análise, publicada nesta quinta-feira, 18/06/2026, na renomada revista médica The Lancet, é fruto de um estudo conduzido pelo Cancer Research UK e pela Queen Mary University of London. Os pesquisadores identificaram que 200 mortes por câncer de colo do útero foram evitadas desde a introdução da vacinação contra o HPV. Essa conquista reforça a importância de políticas de saúde pública focadas na prevenção primária.

"Sabemos que a vacina contra o HPV é extremamente eficaz para conter o câncer de colo do útero antes que se desenvolva e, pela primeira vez, esses resultados mostram que ela salva vidas", declarou Michelle Mitchell, diretora-geral do Cancer Research UK. A fala ressalta o valor da prevenção e a importância do acesso à vacina.

Na ausência da campanha de vacinação, estima-se que 23 mortes teriam ocorrido na faixa etária de 20 a 24 anos entre 2020 e 2024. A taxa de imunização nessa população, alcançada aos 12-13 anos, é de aproximadamente 90%, o que alimenta a esperança de eliminação progressiva do câncer de colo do útero na Inglaterra.

O estudo também revelou uma redução de 80% nas mortes por essa doença entre mulheres de 20 a 24 anos no período de 2015 a 2019. A vacina foi introduzida para meninas em 2008 e para meninos em 2019, consolidando uma estratégia de longo prazo para a saúde pública.

Jovens vacinadas aos 12 ou 13 anos apresentam um risco praticamente nulo de morrer de câncer de colo do útero antes dos 30 anos. O HPV, transmitido por contato sexual, geralmente não apresenta sintomas, o que reforça a importância da vacinação como medida preventiva.

Apesar da alta eficácia da vacina, que previne cerca de 90% das infecções causadoras de câncer, a detecção precoce por meio de exames regulares continua sendo indispensável para todas as mulheres. O câncer de colo do útero é responsável por aproximadamente 685 mortes anuais na Inglaterra, segundo o NHS, o serviço público de saúde.

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