COMPORTAMENTO DO ELEITOR

Uma parcela significativa do eleitorado deixa a escolha presidencial para a reta final

Urna eletrônica em uma seção de votação no Brasil
Urna eletrônica para votação nas eleições brasileiras — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Levantamento aponta que 20% dos brasileiros definem seu voto para presidente na última semana, enquanto a indefinição é ainda maior para cargos legislativos.

Uma parcela relevante do eleitorado brasileiro mantém a indecisão sobre seus representantes até os últimos momentos antes de comparecer às urnas. A constatação foi trazida por uma nova pesquisa Quaest, divulgada na segunda-feira (10), revelando que 20% dos entrevistados decidem seu voto para presidente apenas na semana do pleito, sendo que 10% deles optam pelo candidato escolhido somente no dia da votação.

Este movimento de decisão tardia torna-se ainda mais expressivo quando a análise se volta para a composição do Senado. Conforme o levantamento, 32% dos eleitores deixam a escolha para a última semana, sendo que 14% decidem o voto na própria data das eleições. Para o cargo de Governador, 25% dos ouvidos postergam a definição para os dias derradeiros antes do pleito.

A pesquisa detalha as motivações temporais do eleitorado brasileiro:

  • Presidente: 58% decidem com vários meses de antecedência; 20% em um mês ou semanas; 10% na semana ou véspera; 10% no dia do pleito.
  • Governador: 44% decidem com vários meses de antecedência; 28% em um mês ou semanas; 14% na semana ou véspera; 11% no dia do pleito.
  • Senador: 34% decidem com vários meses de antecedência; 29% em um mês ou semanas; 18% na semana ou véspera; 14% no dia do pleito.

O perfil ideológico também influencia a dinâmica de escolha. Entre lulistas e bolsonaristas, 69% afirmam definir o voto para presidente com meses de antecedência. Já entre os eleitores independentes, que representam um terço do total, a postura é distinta: apenas 41% antecipam a decisão, enquanto 14% reservam a escolha final para o dia da votação.

Para chegar a esses resultados, a Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, por meio de entrevistas presenciais realizadas entre 31 de julho e 3 de agosto. O estudo apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança, estando registrado sob o número BR-06591/2026.

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