REMUNERAÇÃO NO JUDICIÁRIO

TST e STM desembolsam R$ 3,7 milhões em verbas extras após decisão do STF

Edifício do Supremo Tribunal Federal em Brasília.
Fachada do STF em Brasília, órgão responsável pela regulação dos salários no Judiciário.

Tribunais realizaram pagamentos de indenizações acima do subsídio padrão em maio de 2026, mesmo após o STF restringir os chamados penduricalhos da magistratura.

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) e o STM (Superior Tribunal Militar) efetuaram o pagamento de R$ 3.743.098,23 em verbas extras no mês de maio de 2026. A movimentação financeira ocorreu logo após o STF (Supremo Tribunal Federal) estabelecer novas diretrizes para limitar os chamados "penduricalhos" na magistratura, uma medida que visa garantir o respeito ao teto constitucional de R$ 46,4 mil.

O montante total engloba a soma de direitos pessoais, indenizações e verbas eventuais que excedem o subsídio mensal previsto em lei. O impacto financeiro dessa prática reflete diretamente no erário e levanta debates sobre a transparência no uso do dinheiro público, dado que tais pagamentos, em casos específicos, ultrapassam significativamente os limites legais de remuneração.

Conforme levantamento realizado, o maior valor individual registrado no TST atingiu R$ 112,2 mil, enquanto no STM houve um pagamento de até R$ 178,2 mil. Estas cifras despertam questionamentos da sociedade sobre a equidade nos vencimentos dos servidores públicos em comparação com o restante da população brasileira.

A decisão do STF, fixada originalmente em março de 2026, passou a produzir efeitos práticos no mês-base de abril. Em junho, a Corte detalhou regras para indenizações de férias, plantões e licenças, além de validar a PVTAC (Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira), que permite adicionais de 5% a cada cinco anos de atividade, respeitando o teto de 35% do subsídio.

A fiscalização do STF intensificou-se em 11/07/2026, com a exigência de que presidentes de sete tribunais estaduais prestem esclarecimentos em até 48 horas. A medida abrange os Tribunais de Justiça do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia. Em resposta, essas instituições negaram irregularidades e alegaram conformidade com as normas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

A CNN contatou o TST e o STM para esclarecer a metodologia de cálculo dos valores e sua compatibilidade com as diretrizes do Supremo, porém, não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

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