ELEIÇÕES SE TORNAM MAIS ABERTAS

TSE convida União Europeia para missão de acompanhamento em eleições brasileiras

Kassio Nunes Marques em evento oficial do TSE.
Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foto: Valter Campanato/ABr.

Será a primeira vez que o bloco europeu participará formalmente do monitoramento de um pleito no Brasil. O convite, a ser enviado nos próximos dias, visa reforçar a transparência do processo eleitoral.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, decidiu convidar a União Europeia para enviar uma missão oficial de acompanhamento às eleições deste ano. Esta iniciativa, que representa a primeira vez que o bloco europeu participará formalmente do monitoramento de um pleito brasileiro, tem como objetivo ampliar a observação internacional do processo eleitoral, reforçando a transparência e diminuindo questionamentos sobre o sistema de votação e as urnas eletrônicas. O TSE informou que o convite deverá ser enviado nos próximos dias. A missão prevista será do tipo Missão de Especialistas Eleitorais (EEM), composta por profissionais independentes que acompanharão o processo por aproximadamente dois meses, culminando na elaboração de um relatório técnico com recomendações. Um modelo mais abrangente, a Missão de Observação Eleitoral (EOM), foi descartado devido à falta de tempo para sua organização. A participação da União Europeia ainda depende de articulação com o governo federal, responsável pelos convites oficiais a observadores internacionais. Além da potencial missão europeia, já confirmaram presença nas eleições de outubro a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Esta decisão marca uma mudança significativa em relação às eleições de 2022, quando o governo do então presidente Jair Bolsonaro se opôs à participação da União Europeia. Naquela ocasião, o então chanceler Carlos França argumentou que o Brasil não é membro do bloco europeu e que a própria UE não envia missões de observação para eleições de seus países-membros. Kassio Nunes Marques também tem promovido outras medidas para ampliar a fiscalização eleitoral, como a autorização para que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhe diretamente todo o processo eleitoral. Esta novidade está prevista nas resoluções aprovadas pelo TSE para as eleições deste ano. Em 2022, missões internacionais, como a da OEA, elogiaram a organização do pleito brasileiro e ressaltaram o alto nível de profissionalismo do TSE, apresentando ainda recomendações para aperfeiçoar mecanismos de transparência e auditoria do sistema eleitoral.

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