ELEIÇÕES 2026 NO BRASIL

TSE convida União Africana e Liga Árabe para acompanhar eleições brasileiras

Mão de uma pessoa inserindo um voto em uma urna eletrônica brasileira.
Urna eletrônica: TSE busca reforçar a segurança e transparência das eleições com a presença de observadores internacionais.

Decisão do Tribunal Superior Eleitoral visa ampliar a transparência e demonstrar a integridade dos processos eleitorais. União Europeia também foi convidada.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu convidar a União Africana e a Liga Árabe para acompanhar as eleições brasileiras, com o primeiro turno previsto para outubro. A iniciativa, que já passou pela diretoria de Assuntos Internacionais da Corte e segue trâmites junto ao Itamaraty, reforça o compromisso do Brasil com a transparência e a robustez de seu processo democrático.

Em 2022, o Brasil recebeu oito missões internacionais de observação e acompanhamento eleitoral, incluindo a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), o Centro Carter, a Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais (IFES), a Rede de Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP), a Transparencia Electoral América Latina e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE). Naquele ano, um total de 500 observadores participaram do pleito.

Para 2026, espera-se uma ampliação desse intercâmbio de experiências, com o monitoramento e acompanhamento do pleito em dezenas de cidades brasileiras. Um primeiro passo nessa direção foi o convite à União Europeia para integrar a missão de observação eleitoral. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, estendeu o convite para que especialistas avaliem o processo eleitoral ao longo de dois meses e apresentem um relatório com recomendações.

A expansão do convite para a União Africana e a Liga Árabe reflete o crescente interesse de nações estrangeiras pelo processo eleitoral brasileiro. Segundo Renata Gil, diretora de Assuntos Internacionais do TSE, esse interesse se deve à confiança na segurança, no uso da biometria e na celeridade na apuração dos resultados no Brasil.

Essas visitas internacionais são fundamentais para demonstrar a integridade, a segurança e a confiabilidade dos processos eleitorais brasileiros, espelhando o sucesso observado em 2022. Naquela ocasião, a Organização dos Estados Americanos (OEA) destacou em seu relatório a capacidade do TSE de organizar uma eleição logisticamente complexa, considerando a dimensão territorial e o vasto eleitorado do país.

Para as eleições de 2026, a previsão é de que cerca de 158 milhões de eleitores estejam aptos a votar em 5.569 cidades e no Distrito Federal. O ministro Kassio Nunes Marques ressaltou, em encontro com embaixadores, que 89% dos eleitores já tiveram sua identificação biométrica coletada. Esse índice deve crescer até 20 de julho, data em que os dados eleitorais serão consolidados pelo TSE.

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