AJUDA OU PRESSÃO

Trump fala em conversar com Cuba e chama país de "fracassado"

Donald Trump em coletiva de imprensa, falando com microfones à sua frente.
O presidente Donald Trump em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026 — Foto: AP/Jacquelyn Martin

Presidente dos EUA comenta situação da ilha no Truth Social em meio a bloqueio e auxílio humanitário. Declaração feita em 12 de maio de 2026.

Nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Cuba "está pedindo ajuda" e que seu governo "vai conversar" com a ilha caribenha. Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump não poupou críticas, classificando o país como "fracassado" e em constante declínio. A declaração surge em um momento de intensa pressão dos Estados Unidos sobre Cuba, com reflexos diretos na dignidade e nas condições de vida da população cubana, já afetada por bloqueios e crises.

A postagem de Trump ecoou: "Nenhum [político] republicano jamais falou comigo sobre Cuba, que é um país fracassado e só está indo em uma direção — para baixo! Cuba está pedindo ajuda, e nós vamos conversar!!! Enquanto isso, estou indo para a China!", escreveu o presidente. Ele, contudo, não detalhou quando ou como essas conversas com Havana aconteceriam. Até o momento, o governo cubano não se pronunciou oficialmente sobre a versão apresentada por Trump.

A fala do líder norte-americano insere-se em uma campanha de pressão persistente contra Cuba, que inclui um bloqueio marítimo severo. Essa medida tem provocado uma crise energética e humanitária crítica na ilha, culminando, inclusive, em ameaças de intervenção militar para derrubar o governo local. Tais ações têm impacto direto no cotidiano e na subsistência dos cidadãos cubanos, que enfrentam escassez e dificuldades. A incerteza sobre o futuro da ilha gera preocupação e instabilidade regional.

Curiosamente, a estratégia de Washington tem oscilado entre retóricas inflamadas e gestos mais moderados. A publicação de Trump se alinha a um anúncio feito na semana passada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Na ocasião, Rubio informou que os EUA enviariam ajuda humanitária à ilha. Segundo ele, 6 milhões de dólares (cerca de 29,5 milhões de reais) foram destinados aos cubanos por meio da Igreja Católica, além de outros 100 milhões de dólares (490,5 milhões de reais) direcionados ao governo cubano, buscando mitigar, ainda que parcialmente, a grave situação humanitária.

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