PODER EM JOGO

Trump embate com Congresso dos EUA por reforma eleitoral e trava lei habitacional

Donald Trump em discurso no Capitólio.
Presidente Donald Trump em evento no Congresso dos Estados Unidos.

Presidente americano usa sanção de projeto bipartidário para pressionar por mudanças nas regras de votação, mas enfrenta resistência interna. Decisão pode impactar eleição de 3 de novembro e beneficiários de programas sociais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, reter a sanção de um projeto de lei bipartidário crucial para o barateamento do custo de moradia. A decisão, motivada pela resistência do Congresso em aprovar uma reforma eleitoral de sua preferência, gerou um embate direto entre o Executivo e o Legislativo e levanta questionamentos sobre o impacto na vida da população e no processo democrático. A medida, que visava aumentar recursos federais para projetos habitacionais, limitar o controle de fundos de investimento sobre residências e facilitar a construção de casas móveis, foi alvo de uma publicação de Trump nas redes sociais, anunciando o cancelamento da assinatura. A condição imposta foi clara: a aprovação da reforma eleitoral desejada por ele seria pré-requisito para a sanção do projeto habitacional. A reforma eleitoral em questão, defendida pelo presidente, é vista pela oposição como uma medida que dificultaria o acesso ao voto. Exigências como a comprovação presencial de cidadania americana para o cadastro de eleitoral — que, segundo o analista Lourival Sant'Anna, da CNN Internacional, afetaria desproporcionalmente pessoas mais pobres, mulheres recém-casadas e pessoas transgênero — geram grande controvérsia. Mesmo dentro do partido republicano, a proposta de reforma encontra barreiras. Parlamentares consideram o prazo para implementação das mudanças antes das eleições de 3 de novembro inviável, segundo a correspondente Mariana Janjácomo, da CNN em Washington. "Muitos republicanos acreditam que fazer isso agora mais atrapalharia o processo do que ajudaria", afirmou. A estratégia de Trump, que inverte sua própria equação eleitoral de pleitos anteriores ao focar em restrições ao voto em vez de atrair eleitores de baixa renda, foi analisada por Sant'Anna. Contudo, a correspondente destacou que o projeto habitacional deve entrar em vigor em 10 dias, mesmo sem sanção, e que um veto presidencial pode ser revertido pelo Congresso, indicando que o cerne do impasse permanece no embate político sobre as prioridades para as eleições de novembro.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário