EUA CRITICA IRÃ

Trump diz que Irã usaria arma nuclear imediatamente após construí-la

Presidente Donald Trump em coletiva de imprensa.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em coletiva de imprensa na França, em 17 de junho de 2026.

Presidente Donald Trump acusa Teerã de ameaça iminente e defende acordo de paz, mas adverte sobre novas ações militares.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, que o Irã teria utilizado uma arma nuclear assim que a construísse, com o potencial de eliminar toda a região do Oriente Médio. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa na França, onde Trump defendeu os méritos da ação militar conjunta com Israel contra Teerã.

"Eles iriam eliminar todo o Oriente Médio, incluindo Israel, e se tivessem uma arma nuclear, teriam usado em questão de momentos após a obter", declarou Trump, reiterando a acusação contra o Irã como um dos principais argumentos para justificar a guerra.

O líder americano exaltou o acordo de paz assinado com o governo iraniano na segunda-feira, descrevendo-o como "o começo de um tratado muito maior". Segundo Trump, o Irã representava uma ameaça urgente antes do conflito, e o acordo atual prevê que os iranianos "não buscar, comprar nem produzir uma arma nuclear". Ele reconheceu que o governo de Teerã "tem agido de forma apropriada nas últimas semanas".

Presidente Donald Trump em coletiva de imprensa.

Apesar do tom conciliador em relação ao acordo, Trump voltou a ameaçar o Irã, advertindo que os Estados Unidos retomarão os bombardeios caso o desenvolvimento das negociações não atenda às expectativas americanas. Ele também indicou que Israel deve se sentir seguro com o acordo, pois não será alvo de armas nucleares.

"Pense no que Israel está ganhando [com o acordo]: eles não serão bombardeados [por uma arma nuclear]. Acho que eles estão felizes", disse o presidente norte-americano.

Em outro ponto da coletiva, Trump criticou o primeiro-ministro israelense, Netanyahu, pelo uso de força desproporcional no Líbano, acusando-o de bombardear edifícios inteiros ao primeiro sinal da presença de membros do Hezbollah. Trump, no entanto, descreveu Netanyahu como um "bom parceiro", apesar de "se empolgar demais algumas vezes", ressaltando que os Estados Unidos são "o parceiro maior" na relação bilateral.

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