POLÍTICA DE IMIGRAÇÃO
Trump defende controle rigoroso de vistos na Copa do Mundo e critica receio com direitos humanos
Presidente dos EUA justifica medidas de segurança em meio a críticas de órgão da ONU e recepções distintas a seleções estrangeiras.
{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"O Presidente Donald Trump defendeu, em declarações a repórteres, as rigorosas políticas de controle de vistos e entrada nos Estados Unidos, especialmente no contexto da Copa do Mundo. A declaração surge após críticas de Volker Turk, alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que pediu ao governo americano que reconsidere medidas de imigração que impactam direitos humanos e dignidade. Trump afirmou: 'Estamos trabalhando para garantir que as pessoas certas entrem', justificando a necessidade de segurança. A decisão de manter um controle mais rígido foi implementada como parte de uma política de segurança nacional expandida, que inclui o financiamento de US$ 70 bilhões ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e à Patrulha da Fronteira dos EUA (CBP)."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A postura do governo americano contrasta com a recepção calorosa dada a outras seleções, como a do México, que recebeu a equipe da Espanha com música e dança. Nos Estados Unidos, a chegada de delegações como a do Senegal e da Bélgica em 9 de junho de 2026 foi marcada por revistas detalhadas na pista do aeroporto, incluindo o uso de detectores de metal. O árbitro somali Omar Artan também teve sua entrada negada após interrogatório, sendo recebido como herói ao retornar à Somália. A delegação do Uzbequistão também relatou revistas de bagagem e longas esperas sob sol forte ao desembarcar em Nova York. Essas abordagens, criticadas por afetarem a dignidade, foram explicadas pela seleção senegalesa como uma medida para otimizar o tempo de viagem e facilitar o embarque em voos privados."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O endurecimento da política migratória, que também expandiu restrições de vistos para 39 países, inclui a exigência de depósitos caução de até US$ 15.000 para cidadãos de países considerados de risco. Essa política, em vigor desde o início do mandato de Trump e intensificada para a Copa, visa evitar permanências ilegais no país após o evento. A medida gera incerteza e temor entre torcedores e profissionais do esporte de diversas partes do mundo, impactando também o setor hoteleiro, como apontou a jornalista Sandra Cohen."}}]}
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